Sarkozy celebra os 90 anos do armistício da 1ª Guerra Mundial

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, ao lado de sua esposa, Carla Bruni e na presença do príncipe Charles e do presidente da comissão européia, José Manuel Barroso, presidiu nesta terça-feira as cerimônias do 90º aniversário do armistício da guerra de 1914-1918, em Verdun, na França.

AFP |

"A construção da Europa, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Organização das Nações Unidas são as mais belas traduções da conscientização que se seguiu aos horrores de 14-18 e 39-40", afirmou Sarkozy, que preside atualmente a União Européia.

Sarkozy escolheu para suas celebrações do armistício de 11 de novembro o forte de Douaumont, o local da sangrenta batalha de Verdun de 1916.

O príncipe Charles, herdeiro da coroa da Inglaterra e sua esposa Camilla, que havia jantado na véspera do Palácio do Elysées, estavam presentes, assim como o duque Henri e a duquesa Maria Teresa de Luxemburgo, o presidente da Comissão européia, José Manuel Barroso, e o presidente do Parlamento europeu alemão Hans-Gert Pöttering.

O novo presidente do Bundesrat (Câmara alta do Parlamento) Peter Müller representou a Alemanha, porque a chanceler Angela Merkel está em Varsóvia para as cerimônias dos 90 anos da independência da Polônia.

Em seu discurso, Sarkozy evocou a imagem símbolo da reconciliação franco-alemã, encarnada por François Mitterrand e Helmut Kohl: este 22 de setembro de 1984 "onde um presidente da República francesa colocou fraternalmente sua mão sobre a mão de um chanceler alemão". Ele também prestou homenagem aos soldados fuzilados, que, segundo suas palavras, "foram vítimas de uma fatalidade que devorou muitos homens".

"Penso naqueles homens que foram muito exigidos, que foram muito expostos e que, às vezes, foram enviados à matança por erros de comando, aqueles homens que já não tinham força para lutar", afirmou o presidente francês.

"Essa guerra total excluía qualquier indulgência, qualquer fragilidade. Mas 90 anos depois do fim da guerra, posso dizer que muitos dos que foram executados não perderam a honra, não foram covardes, e sim que simplesmente haviam chegado ao limite de suas forças", acrescentou.

Um total de 675 soldados do Exército francês foram fuzilados na Grande Guerra sob acusação de deserção, motim e desobediência ou por crimes de direito comum. Muitas pessoas pedem a reabilitação e a abertura dos arquivos para revisar seus casos.

Quatro combatentes da Grande Guerra ainda estão vivos, três britânicos e um americano.

Com a polêmica que surgiu na França sobre o momento oportuno para celebar os dias em memória à 1ª Guerra Mundial, a partir de um relatótrio que deve ser apresentado na quarta-feira, o secretário de Estado para os ex-combatentes Jean-Marie Bockel disse nesta terça-feira que seria melhor "manter as celebrações tais como elas são hoje, sejam nacionais ou não".

"Enquanto houver pessoas para relembrá-la (a guerra), os jornais para reescreveram o que elas contam como tragédias, enquanto combates, nós a relembraremos", afirmou à rádio RTL.

Em 300 dias e 300 noites de combates de fevereiro a dezembro de 1916 em Verdun, 26 milhões de obuses foram lançados pelas artilharias rivais em uma guerra que deixou no total 10 milhões de mortos.

ben-bur/lm

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