Sarkozy afirma que não se arrepende de permitir que Síria saia do isolamento

Damasco, 4 set (EFE).- O presidente francês, Nicolas Sarkozy, disse hoje que não se arrepende de ter aberto as portas à Síria para que saia do isolamento internacional, e afirmou que o motivo de sua visita é incentivar os sírios a assinar a paz com Israel.

EFE |

Sarkozy compareceu em entrevista coletiva, em Damasco, junto com o presidente sírio, Bashar al-Assad, o primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, e o emir catariano, xeque Hamad bin Khalifa al-Thani, após uma reunião na qual abordaram a situação atual do mundo árabe.

"A França busca a paz no Oriente Médio. Incentivamos a Síria a trabalhar pela paz com Israel", disse Sarkozy.

O presidente francês disse que os países ocidentais precisam da Síria para que convença o Irã, seu maior aliado na região, a mudar a política nuclear.

Além disso, Sarkozy descartou que os Estados Unidos estejam insatisfeitos com que a visita, a primeira de um líder ocidental a este país em cinco anos, tenha significado a ruptura do isolamento internacional a Damasco.

"Os americanos sabem que estamos aqui. Não acho que se sintam insatisfeitos, já que precisamos que a Síria desempenhe um papel", argumentou.

Segundo o chefe de Estado francês, seu país adotou uma posição neutra no Líbano para poder promover a paz e a reconciliação entre as facções e comunidades libanesas.

Nesse sentido, Assad anunciou em seu discurso que a Síria e o Líbano trocarão embaixadores até o final do ano.

"Estamos em processo de fechar as condições legais, e acho que, em alguns poucos meses, nomearemos embaixadores, provavelmente antes do final do ano", disse o sírio.

"O Líbano foi um assunto prioritário na reunião de hoje, e nos sentimos satisfeitos com os resultados que obtivemos. No entanto, ainda esperamos que haja certos passos por parte dos libaneses rumo a um diálogo nacional", acrescentou.

Erdogan expressou sua confiança de que o sucessor do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, continue este processo, que, até o momento, consistiu em negociações indiretas através da Turquia.

Essa expressão de confiança foi contrabalançada pelo anúncio feito por Assad de que a próxima reunião de negociações indiretas entre seu país e Israel, que aconteceria na Turquia, foi adiada devido à renúncia do chefe da equipe de negociação israelense.

O emir do Catar, cujo país intermediou para resolver a crise libanesa em maio, descreveu a cúpula de hoje como uma tentativa de resolver os conflitos e problemas da região.

"Isto não é um eixo. Qualquer país que se quiser unir a nós será bem-vindo", disse o chefe de Estado do Catar, que se transformou em um importante ator regional como mediador. EFE gb/an

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