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Sarkozy admite erros no primeiro ano de governo

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, admitiu ter cometido alguns erros durante seu primeiro ano de governo. Sem dúvida, não explicamos algumas medidas suficientemente.

BBC Brasil |

Sem dúvida, cometi erros. Você acha que é possível mudar um país de 65 milhões de habitantes sem que isso provoque momentos de impopularidade?", disse o presidente em uma entrevista transmitida pela TV francesa na noite desta quinta-feira.

O comentário de Sarkozy se refere ao elevado índice de desaprovação enfrentado por seu governo, o maior registrado por um chefe de Estado após um ano no poder em quase 50 anos.

Durante o programa de TV, Sarkozy foi entrevistado por diversos jornalistas durante mais de uma hora e meia e abordou os mais variados assuntos, de ordem econômica, social e de política internacional.

A entrevista foi realizada no elegante salão de festas do Palácio do Eliseu, sede da Presidência. O programa envolveu grandes preparativos em relação à iluminação e ao cenário, que começaram a ser feitos pelas equipes de TV desde terça-feira.

Vida privada
O presidente, porém, evitou falar sobre sua vida privada - aspecto que contribuiu para sua queda vertiginosa de popularidade nos últimos meses.

"Eu acho que falaram muito de minha vida privada e sem dúvida eu tenho uma parte de responsabilidade nisso", disse Sarkozy, que se recusou a fazer outros comentários sobre o assunto. "Tudo entrou em ordem", afirmou.

Nos últimos meses, a vida particular do presidente foi amplamente exposta, não só na imprensa francesa, mas na mídia de todo o mundo, que mostrou suas férias de luxo nos Estados Unidos, entre outros passeios, e deu grande destaque ao seu divórcio e ao novo casamento, com a ex-top model e cantora Carla Bruni.

Isso também contribuiu, segundo pesquisas, para sua queda de popularidade.

Sarkozy perdeu o apoio da classe operária, que se disse chocada com os passeios de luxo, e até mesmo de eleitores tradicionais da direita francesa, que passaram a achar que esse comportamento não corresponde ao cargo que ele ocupa.

Queda nas pesquisas
Nas últimas semanas, Sarkozy passou a ser bem mais discreto em relação à sua vida pessoal, mas ainda não conseguiu reverter sua queda livre nas pesquisas de opinião.

Segundo uma pesquisa do instituto Ifop-Fiducial para a revista Paris Match, divulgada nesta quinta-feira, 72% dos franceses afirmam estar descontentes com as ações de Sarkozy.

Esse é o pior desempenho de um presidente francês desde o início da chamada V República, que começou com o general Charles de Gaulle no final de 1958.

Outra pesquisa, publicada no dia 20 de abril pelo Jornal do Domingo, revelou que apenas 36% dos franceses estão satisfeitos com a gestão de Sarkozy. Em abril de 2003, um ano após sua reeleição para um segundo mandato, o ex-presidente Jacques Chirac registrava 58% de opiniões favoráveis.

A maioria dos eleitores avalia que Sarkozy não cumpriu suas promessas de campanha e pouco ou nada fez para reverter a diminuição do poder aquisitivo, a maior preocupação dos franceses atualmente, de acordo com sondagens.

"Quando nos tornamos presidente, é uma tarefa tão pesada. Eu quero fazer as mudanças necessárias para que a França possa contar entre as grandes potências do mundo", disse Sarkozy.

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