Sarkozy acredita que Obama ajudará UE a reformar sistema financeiro

Bruxelas, 7 nov (EFE).- O presidente da França, Nicolas Sarkozy, está confiante em que o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, colaborará estreitamente com a União Européia (UE) na reforma das finanças mundiais e na criação de um mundo mais justo.

EFE |

"Esperamos que o presidente eleito trabalhe lado a lado conosco", afirmou Sarkozy ao término da reunião extraordinária que os chefes de Estado e de Governo da UE realizaram hoje para se prepararem para a cúpula do G20, em Washington.

Manifestando-se no mesmo sentido, o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, disse acreditar que o futuro ocupante da Casa Branca dará continuidade à cooperação estabelecida com George W.

Bush, atual chefe de Estado dos EUA, para combater a crise financeira.

"A Administração americana que começar a trabalhar em janeiro estará interessada em que a economia mundial funcione", afirmou Brown, que ontem conversou com Obama por telefone.

Sarkozy, que também falou na noite de quinta-feira com o vencedor das eleições presidenciais dos EUA, contou que, durante sua conversa, apresentou ao democrata as principais idéias da UE para a reforma do sistema financeiro internacional.

O presidente francês ressaltou a importância de se manter uma boa coordenação com Obama, pois o bloco propõe a realização de uma nova cúpula internacional 100 dias depois da que acontecerá no próximo dia 15.

"Essa segunda cúpula sobre a governança mundial, que acontecerá depois da de Washington, já será realizada sob o mandato de Obama", lembrou Sarkozy.

O presidente francês também destacou a aposta no "futuro" que representa a eleição do ex-senador democrata e mostrou-se convencido de que a futura Administração americana vai colaborar com a Europa em alguns dos grandes desafios globais, como a luta contra a mudança climática e a pobreza.

Sarkozy disse ainda esperar que Obama ajude a "pôr o meio ambiente no topo" das prioridades globais, ressaltando que é impossível ter "um desenvolvimento sustentável sem os EUA".

"Temos que fixar nossos olhos no futuro e olhar na mesma direção.

Temos que nos dar conta de que as expectativas que foram criadas não podem ser frustradas", afirmou. EFE mvs/sc

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