Sarkozy acha que triunfou estratégia europeia para Afeganistão

Estrasburgo (França), 4 abr (EFE).- O presidente francês, Nicolas Sarkozy, considerou hoje que a estratégia que a Europa sempre reivindicou para o Afeganistão é a que está triunfando, no sentido de colocar ênfase na dimensão regional, no treinamento e na reconstrução civil do país asiático.

EFE |

"Como se pode dizer que a Europa tem menos influência dentro da Otan, quando o novo presidente dos Estados Unidos acaba de apresentar a nova estratégia americana, que corresponde ponto a ponto com o que esses países pediram durante meses e anos?", perguntou Sarkozy, em entrevista coletiva após a cúpula do 60º aniversário da fundação da Aliança.

Sobre o futuro secretário-geral da Otan, o atual primeiro-ministro dinamarquês Anders Fogh Rasmussen, Sarkozy lhe definiu como "profundamente europeu", em resposta a uma pergunta sobre a fiel aliança que manteve com o anterior presidente dos Estados Unidos, George W. Bush.

Ressaltou que "certos membros não europeus" da Otan se perguntavam no debate de ontem à noite por que o velho continente tem que monopolizar todos os cargos de responsabilidade.

Como sucessor do holandês Jaap de Hoop Scheffer, especulou-se o nome do ministro da Defesa canadense, cujo país sofreu um grande número de baixas no Afeganistão, mas se descartou esta possibilidade, porque a tradição é que o chefe político da Otan seja europeu e o militar, americano.

Além disso, a candidatura de Rasmussen teve até o último momento a rejeição da Turquia, devido ao papel supostamente pouco respeitoso do dinamarquês com o mundo muçulmano durante a chamada "crise das charges" de Maomé, provocada pela publicação em seu país de caricaturas do profeta.

Também De Hoop Scheffer rejeitou a suposta "americanização" da organização e da missão aliada no Afeganistão por sua adaptação aos planos do presidente americano, Barack Obama.

Afirmou que, pelo contrário, cerca de dez países europeus prometeram "contribuições substanciais militares, civis e econômicas" para o Afeganistão.

"Também neste sentido, esta cúpula foi um grande êxito", disse o secretário-geral, em entrevista coletiva junto aos chefes de Estado dos dois países anfitriões desta reunião, o presidente francês e a chanceler alemã, Angela Merkel.

Merkel afirmou que a Europa está disposta a trabalhar "com determinação" com os EUA no Afeganistão, e ressaltou que o presidente Obama colocou uma "excelente base" para isso. EFE met-jms/an

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