Sargento receberá 17 acusações de homicídio por massacre afegão

De acordo com oficial americano, Robert Bales será indiciado também por abandonar dever e infringir código militar

iG São Paulo |

O sargento do Exército americano Robert Bales receberá 17 acusações de assassinato, assalto e outros crimes relativos ao massacre de 16 civis afegãos em Kandahar, sul do país.

Trajetória: De uma pequena cidade em Ohio para a guerra

AFP
Robert Bales (à esquerda) em foto tirada em agosto de 2011 durante treinamento em Fort Irwin, na Califórnia
De acordo com um oficial americano que falou sob condição de anonimato, as acusações contra Bales incluem homicídios, seis tentativas de assassinato e seis acusações de agressão, bem como abandono do dever e outras violações do código militar.

O sargento de 38 anos, que é pai de dois filhos e vive com a família em Lake Tapps, Washington, é acusado de atacar dois vilarejos próximo à sua base militar no sul do Afeganistão em 11 de março. Entre os mortos no massacre, nove são crianças.

As acusações serão anunciadas para Bales na sexta-feira. Ele está sob custódia das autoridades americanas em uma prisão militar de segurança máxima em Fort Leavenworth, no Kansas, e enfrentará julgamento sob o Código Uniforme de Justiça Militar.

Julgamento

Líderes afegãos exigem que o suspeito seja levado a júri popular no Afeganistão. O presidente afegão, Hamid Karzai , criticou na sexta-feira Washington pelo massacre, um dia depois de dizer que as forças internacionais deveriam sair dos vilarejos de seu país, colocando em perigo as operações da Otan, dois anos antes do prazo para as tropas deixarem o Afeganistão.

Karzai também afirmou que "o governo afegão não recebeu qualquer cooperação de parte dos Estados Unidos" para julgar o autor do massacre no Afeganistão. "Isto já leva muito tempo. Esse comportamento não poderá ser mais tolerado. Não pedimos dinheiro, queremos justiça. Foi um ato intencional perpetrado por soldados americanos. Queremos respostas quando perguntamos por que mataram civis e exigimos que sejam castigados."

*Com AP

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