Sarah Palin pede para se "manter o controle" sobre direito a porte de armas

Ex-governadora do Alasca discursou em conveção de caça e pesca

EFE |

AFP
Para Palin, americano deve defender o seu direito de portar uma arma
Washington - A ex-governadora do Alasca Sarah Palin pediu neste domingo a seus simpatizantes para se manterem firmes sobre seu direito de possuir armas, expresso na Segunda Emenda da Constituição dos Estados Unidos, perante os rumores de uma possível mudança nas leis que regulam seu controle.

Em seu primeiro discurso público após o tiroteio de Tucson (Arizona), que em 8 de janeiro deixou seis mortos e 14 feridos, Palin se dirigiu à convenção de caça e pesca da associação Safari Club International, em Reno (Nevada), para mostrar sua oposição a quem, após o massacre, pedem uma maior restrição à venda de armas.

"Devemos manter o controle sobre o que nos diz a Casa Branca", assegurou Palin para cerca de 2.000 membros do clube, que pagaram cerca de US$ 100 para presenciar seu discurso, segundo informou o jornal "The Reno Gazette-Journal".

Apesar do presidente Barack Obama não ter abordado o assunto de forma direta, seu conselheiro David Plouffe assegurou esta semana que "vai haver debate no Capitólio" para endurecer as leis sobre o controle de armas, e que o líder dedicará um discurso ao assunto provavelmente no início de fevereiro.

A ex-candidata à Vice-Presidência em 2008 reiterou, sem mencionar o tiroteio do Arizona, sua lealdade à Segunda Emenda, que dá aos cidadãos o direito de portar armas para uso privado, incluindo a própria defesa. Os partidários do controle de armas, por sua parte, argumentam que a emenda foi estabelecida para assegurar que os estados pudessem manter milícias, em resposta ao medo que tiveram no século XVIII de ter de enfrentar um governo federal todo-poderoso.

Perante uma audiência simpatizante da Associação Nacional do Rifle (NRA, na sigla em inglês), da qual ela é membro, Palin se centrou, no entanto, em falar de seu amor pela pesca e pela caça e o "delicado equilíbrio" que devem manter com a natureza quem as praticam. A caça e a pesca, insistiu, são parte do "legado" dos EUA e daquilo que torna o país "excepcional".

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