Sarah Palin diz que não deixará a luta, apesar da renúncia

Washington, 7 jul (EFE).- A ex-candidata republicana à Vice-Presidência dos Estados Unidos Sarah Palin disse hoje que não abandonará a luta, apesar de sua renúncia ao cargo de governadora do Alasca, que será efetivada no final do mês.

EFE |

Ela disse em várias entrevistas televisionadas hoje que as altas contas que teve que pagar aos advogados para se defender das acusações de infrações éticas e as obstruções políticas que teve que enfrentar a tinham levado a anunciar da renúncia.

Palin, de 45 anos, surpreendeu na sexta-feira passada quando anunciou que deixará o cargo no Alasca no final de julho, e proclamou sua "independência para buscar um cargo mais alto a serviço da nação".

"Não abandono a luta", disse Palin hoje, em entrevistas às redes "CNN", "ABC" e "NBC" realizadas em Dillingham, pequena localidade aonde foi pescar, com a família, após o anúncio da renúncia.

As equipes das redes de televisão falaram uma de cada vez com a ex-candidata republicana, que concedeu as entrevistas à beira da praia, vestida com macacão impermeável.

Palin reconheceu que a renúncia, quando lhe restavam 18 meses para completar seu primeiro mandato como governadora do Alasca, foi um ato arriscado que pode "significar a morte política".

"E se morrer politicamente, pois bem, morro. E acabou", disse.

A funcionária se referiu a "todos esses membros da legislatura que formam fila para conseguir um posto".

"O que querem é espancar o Governo por todos lados para se acomodar em um cargo. Não vou submeter os cidadãos do Alasca a isso", disse.

A governadora, que deixará o cargo nas mãos do vice-governador Sean Parnell em 26 de julho, expressou sua frustração especialmente pelas denúncias de supostas infrações de ética, e o tempo e o dinheiro que custa ao Estado lidar com essas reclamações.

Os analistas políticos estão há três dias buscando explicações para a surpreendente renúncia de Palin, e debatendo se este movimento provocará o fim de sua carreira política ou se a colocará em boa posição para que busque a candidatura presidencial pelo Partido Republicano em 2012.

Uma recente pesquisa do Centro Pew mostrou que Palin conta com a simpatia de quase 45% da população, e de 44% dos eleitores independentes. Entre os republicanos mais conservadores, Palin supera de longe outros políticos que buscaram no ano passado a candidatura presidencial. EFE jab/an

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