Provável candidata presidencial em 2012 defende-se das críticas que vincularam seu movimento conservador a ataque no Arizona

A ex-candidata republicana à vice-presidência americana Sarah Palin classificou nesta quarta-feira de "libelo de sangue" as acusações de que o autor do massacre do Arizona teria agido com motivações políticas ao atacar a congressista democrata Gabrielle Giffords , deixando seis mortos e 14 feridos .

Capa do livro American by heart, da ex-candidata republicana à vice-presidência dos EUA Sarah Palin (23/11/2010)
AFP
Capa do livro American by heart, da ex-candidata republicana à vice-presidência dos EUA Sarah Palin (23/11/2010)
"Especialmente nas horas trágicas que se seguiram, jornalistas e especialistas não deveriam fabricar libelos de sangue que só servem para incitar o ódio e a violência que pretendem condenar", afirmou a republicana em uma mensagem de vídeo difundida na internet.

Sarah rejeitou as acusações liberais de que conservadores como ela atiçam um clima de ódio desenfreado que pode induzir pessoas transtornadas a cometer atos de loucura e violência.

"Os crimes monstruosos começam e terminam com os criminosos que os cometem, e não de maneira coletiva com todos os cidadãos de um Estado (...) nem com os cidadãos que exercem seus direitos de assistir a comícios políticos", declarou. "É hora de restabelecer preceitos americanos segundo os quais cada indivíduo é responsável por seus atos", declarou Sarah, possível candidata às eleições de 2012.

A ex-governadora do Alasca esteve no centro de uma recente tempestade midiática sobre o impacto de recorrer a uma linguagem política incendiária. Ela foi muito criticada por uma mensagem postada no Twitter durante os debates sobre a reforma do sistema de saúde, de que é opositora ferrenha. No texto, dizia: "Não recue, em vez disso... RECARREGUE!"

Ela também foi condenada por postar na internet um mapa dos EUA onde os candidatos democratas que, segundo Sarah, deveriam ser derrotados nas eleições estavam assinalados com o ícone de uma mira de revólver.

No início da semana, outros ativistas do "Tea Party" defenderam o movimento ultraconservador e sua líder, Sarah, qualificando de escandalosa a acusação de que o massacre no Arizona teria relação com a retórica do grupo.

Em mensagem na internet, o "Tea Party Express" se disse horrorizado com o ataque em Tucson. "Não temos nada a ver com esse caso terrível e trágico, mas seguiremos lutando com a mesma paixão por este país que amamos".

"Essas críticas refletem a vontade da esquerda americana de tratar de explorar politicamente o drama", afirmou o "Tea Party Express", que qualifica o jovem autor do massacre de "anarquista de extrema esquerda mentalmente perturbado".

"Todos esses esquerdistas dos meios de comunicação e dos partidos políticos que acreditam que podem nos silenciar se enganam. Estamos a caminho de retomar o controle do nosso país pelas urnas, no espaço público e em paz", indicou a mensagem.

A congressista ferida, que se encontra internada em estado crítico, era alvo de violentas críticas do Tea Party, em especial por sua oposição a uma controvertida lei sobre imigração e por seu apoio à reforma do sistema de saúde promovida pelo presidente Barack Obama.

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