Santo Sudário fica em exposição até o fim do mês

Tecido de linho, que muitos acreditam ser a mortalha de Cristo, é exposto na Catedral de Turim, na Itália

iG São Paulo |

O Santo Sudário, que muitos acreditam ser o pano que envolveu o corpo de Jesus Cristo após sua morte, segue em exposição na Catedral de Turim até o fim deste mês e tem atraído milhares de fiéis ao local. Calcula-se que mais de 2 milhões de visitantes visitarão a relíquia até o fim da exposição, que começou em 10 de abril e termina em 23 de maio.

nullO enigmático tecido de linho está sendo exibido ao público desde abril na catedral de Turim, norte da Itália, o que estimulou o interesse de milhares de pessoas provenientes de todo mundo que querem admirar a mortalha que, para muitos, descreve a paixão de Cristo.

Essa é a primeira exibição do Santo Sudário no terceiro milênio. A última vez que os fiéis puderam visitar a relíquia foi em 2000. O Sudário foi submetido, em 2002, a um importante trabalho de conservação e restauração. Atualmente, os visitantes, fiéis, curiosos e turistas podem admirá-lo em melhores condições por trás de um vidro blindado.

Ao anunciar em junho de 2008 que o Santo Sudário seria exposto novamente, o papa Bento 16 declarou que essa constituía "uma ocasião propícia para contemplar esse rosto misterioso que fala sileciosamente ao coração dos homens, convidando-os a reconhecer o rosto de Deus".

Visita do papa

O papa Bento 16 visitou a Catedral de Turim no último fim de semana e descreveu o Santo Sudário como um "ícone escrito com sangue". "O sudário é um ícone escrito com sangue, o sangue de um homem que foi açoitado, crucificado e ferido na costela direita", afirmou o papa. "A imagem impressa no sudário é de um homem morto, mas o sangue fala da vida", disse.

"Todos os traços de sangue falam de amor e vida", acrescentou o pontíficie durante "meditação" junto a um dos mais reverenciados objetos do Cristianismo.

A Igreja Católica Romana nunca se pronunciou sobre a autenticidade do Santo Sudário, e Bento 16 propositadamente se referiu a ele como um "ícone", em vez de "relíquia".

AP
Papa Bento 16 observa o Santo Sudário na Catedral de Turim, na Itália

O Santo Sudário

O Santo Suádio foi encontrado em meados do século 14 perto de Troyes, na França, e desde então o tecido deu início a uma batalha entre os cientistas céticos e os que acreditam em sua autenticidade.

A mortalha tornou-se sensação mundial em 1898, após o fotógrafo amador Secondo Pia constatar que o negativo da foto tirada possuía feições mais claras que o normal, um positivo colorido nos tons de sépia. Ninguém encontrou uma explicação científica para a imagem, e ninguém conseguiu fazer uma réplica.

Análises de radiocarbono realizadas em 1988 determinaram que as fibras nas roupas datam da idade média, próximo entre 1.260 e 1.390, mas essas descobertas não foram comprovadas - algumas partes das amostras estudadas teriam sido contaminadas.

O Vaticano jamais se pronunciou sobre sua autenticidade, apesar de a visita no último domingo de Bento 16, assim como as duas realizadas por seu predecessor, João Paulo 2º, representarem um reconhecimento religioso ao que é considerada a mortalha de Jesus. O próprio João Paulo 2º, durante a exibição de 1998, definiu o misterioso linho como "uma provocação à inteligência", e um "espelho do Evangelho".

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