O Papa Bento descreveu neste domingo o Santo Sudário, que muitos acreditam ser a mortalha que envolveu o corpo de Jesus Cristo, como um "ícone escrito com sangue", numa reflexão feita durante a visita ao famoso linho." /

O Papa Bento descreveu neste domingo o Santo Sudário, que muitos acreditam ser a mortalha que envolveu o corpo de Jesus Cristo, como um "ícone escrito com sangue", numa reflexão feita durante a visita ao famoso linho." /

Santo Sudário é um 'ícone escrito com sangue', diz o papa

O Papa Bento descreveu neste domingo o Santo Sudário, que muitos acreditam ser a mortalha que envolveu o corpo de Jesus Cristo, como um "ícone escrito com sangue", numa reflexão feita durante a visita ao famoso linho.

AFP |

O Papa Bento descreveu neste domingo o Santo Sudário, que muitos acreditam ser a mortalha que envolveu o corpo de Jesus Cristo, como um "ícone escrito com sangue", numa reflexão feita durante a visita ao famoso linho.

O sudário "fala com sangue, e sangue é vida", afirmou o papa, após visitar a Catedral de Turim, onde está exposto, pela primeira vez em uma década.

"O sudário é um ícone escrito com sangue, o sangue de um homem que foi açoitado, crucificado e ferido na costela direita", afirmou o papa. "A imagem impressa no sudário é de um homem morto, mas o sangue fala da vida".

"Todos os traços de sangue falam de amor e vida", acrescentou o pontíficie durante "meditação" junto a um dos mais reverenciados objetos do Cristianismo.

A Igreja Católica Romana nunca se pronunciou sobre a autenticidade do Santo Sudário, e Bento XVI propositadamente se referiu a ele como um "ícone", em vez de "relíquia".

O Santo Sudário foi encontrado na cidade francesa de Troyes, no sudeste de Paris, na metade do século XIV.

A mortalha tornou-se sensação mundial em 1898, após o fotógrafo amador Secondo Pia constatar que o negativo da foto tirada possuía feições mais claras que o normal, um positivo colorido nos tons de sépia.

Ninguém encontrou uma explicação científica para a imagem, e ninguém conseguiu fazer uma réplica.

Análises de radiocarbono realizadas em 1988 determinaram que as fibras nas roupas datam da idade média, próximo entre 1.260 e 1.390, mas essas descobertas não foram comprovadas - algumas partes das amostras estudadas teriam sido contaminadas.

Cerca de dois milhões de pessoas são esperados na exposição do Santo Sudário, que começou no dia 10 de abril e vai até o dia 23 de maio na cidade italiana de Turim.

gd/cj/ma

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