Santa Cruz, a região mais rica da Bolívia, fará um bloqueio de estradas de 24 horas nesta quarta-feira contra a posição do presidente Evo Morales em relação às demandas locais, informou nesta terça o dirigente cívico Branko Marinkovic.

"Declaramos um bloqueio de estradas por 24 horas", afirmou Marinkovic, líder cívico e empresário da soja, ao fazer um balanço da greve observada em Santa Cruz, 900 km a leste de La Paz, junto a outras quatro regiões que exigem do governo Morales a devolução de 166 milhões de dólares de royalties derivados do petróleo e gás.

Nesta terça-feira, um bairro pobre de Santa Cruz foi palco de violentos confrontos entre jovens partidários da oposição e defensores do presidente Evo Morales, durante a greve geral.

O conflito, no bairro Plano 3000, deixou cinco feridos. A região é um bolsão eleitoral de Morales e os jovens opositores tentaram fechar o comércio local à força, revelaram os canais de televisão PAT e Gigavisión.

A polícia enviou cerca de 100 homens ao local, que utilizaram bombas de gás lacrimogêneo para dispersar os manifestantes.

Cinco cidades das regiões separatistas da Bolívia realizaram uma greve de 24 horas nesta terça-feira para exigir de Evo Morales a restituição dos royalties.

Os transportes públicos nas cidades de Santa Cruz (leste), Sucre (sudeste), Tarija (sul) e Trinidad (nordeste) e os estabelecimentos bancários privados interromperam suas atividades.

Segundo os organizadores da "paralisação cívica", a medida de protesto teve um alto índice de adesão em zonas urbanas dos departamentos de Santa Cruz, Tarija, Chuquisaca, Pando e Beni, que concentram 50% do PIB boliviano e onde Morales é rejeitado.

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