Por Louis Charbonneau

NOVA YORK (Reuters) - O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse na terça-feira que a imposição de novas sanções da ONU não irá intimidar o seu país, mas pode abalar definitivamente as suas relações com os Estados Unidos.

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NOVA YORK (Reuters) - O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse na terça-feira que a imposição de novas sanções da ONU não irá intimidar o seu país, mas pode abalar definitivamente as suas relações com os Estados Unidos.

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Sanções não irão conter o Irã, diz Ahmadinejad

Por Louis Charbonneau

NOVA YORK (Reuters) - O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse na terça-feira que a imposição de novas sanções da ONU não irá intimidar o seu país, mas pode abalar definitivamente as suas relações com os Estados Unidos.

Reuters |

Por Louis Charbonneau

NOVA YORK (Reuters) - O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, disse na terça-feira que a imposição de novas sanções da ONU não irá intimidar o seu país, mas pode abalar definitivamente as suas relações com os Estados Unidos.

"As sanções não podem parar a nação iraniana. A nação iraniana é capaz de resistir à pressão dos Estados Unidos e seus aliados", disse ele numa entrevista coletiva em Nova York, onde participa de uma conferência nuclear da Organização das Nações Unidas.

"Não consideramos as sanções bem-vindas, mas também não temos medo delas", afirmou.

Os Estados Unidos e outras potências estão negociando uma quarta rodada de sanções contra o programa nuclear do Irã. Washington e seus aliados suspeitam que Teerã tente secretamente desenvolver uma arma nuclear, embora Teerã insista que suas atividades são pacíficas, destinando-se apenas a fins científicos e de geração de eletricidade.

Ahmadinejad disse que, em caso de novas sanções, "as relações entre o Irã e os EUA nunca mais vão melhorar". Os dois países já estão rompidos diplomaticamente desde 1980.

Antes desse pronunciamento, o vice-chanceler russo Sergei Ryabkov se disse "otimista" com as discussões sobre sanções, que estariam "avançando lentamente". "Definitivamente ainda há algum espaço a superar, mas eu não exageraria ou exageraria em excesso as diferenças", disse o diplomata, que é o negociador russo nessa questão.

A discussão envolve EUA, Grã-Bretanha, França, Alemanha, Rússia e China, com reuniões quase diárias nas últimas semanas.

A Rússia e a China, segundo diplomatas ocidentais, gostariam que o Ocidente atenuasse as medidas propostas pelos EUA. Moscou e Pequim têm fortes ligações comerciais com o Irã.

Ahmadinejad, que assim como Ryabkov participa da reunião quinquenal de revisão do Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNP), disse também que o Irã não vai se retirar desse tratado, como fez a Coreia do Norte, também submetida a sanções da ONU por causa do seu programa nuclear.

"Minha presença aqui significa que queremos que o TNP seja revisto, se torne um sistema justo", afirmou. "Não precisamos da bomba atômica e jamais ameaçamos outro país. Somos capazes de defender a nós e nossas fronteiras."

Apesar das suas recriminações aos EUA, Ahmadinejad elogiou a decisão norte-americana de divulgar pela primeira vez o tamanho do seu arsenal ativo - mais de 5.000 ogivas.

"Talvez devesse haver um órgão supervisor independente (...) que possa verificar essas bombas", sugeriu.

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