Sanções não afetam petróleo do Irã, diz ministro

TEERÃ (Reuters) - Eventuais sanções da ONU não teriam impacto sobre o setor petrolífero do Irã, disse o ministro do Petróleo do país na quarta-feira à agência de notícias Shana. Não temos nenhum problema em atender à demanda por petróleo do país (...). Estamos familiarizados com as sanções, e as sanções não terão impacto sobre a nossa indústria do petróleo, declarou Masoud Mirkazemi.

Reuters |

Os EUA tentam mobilizar a comunidade internacional para aprovar uma quarta rodada de sanções da ONU contra o programa nuclear iraniano, que o Ocidente teme que seja voltado para o desenvolvimento de armas, algo que Teerã nega.

As mais recentes propostas aceitas por EUA, Grã-Bretanha, França e Alemanha incluem restrições ao estabelecimento de novos bancos iranianos no exterior e a apólices de seguro para cargas com origem ou destino no Irã, que é o quinto maior exportador mundial de petróleo.

Washington quer também impor sanções unilaterais a empresas que fornecem combustível refinado ao Irã. Muitas empresas petrolíferas e corretoras de commodities já pararam de fazer negócios com o país, para evitar possíveis punições no futuro nos EUA.

Os países asiáticos, ávidos por energia, são os principais compradores do petróleo iraniano. Nos últimos meses, vários países da região começaram a buscar outras fontes de petróleo, mas a China continua sendo um importante cliente do produto iraniano.

O regime chinês, que tem estreitas ligações econômicas com o Irã, reluta em aceitar sanções da ONU ao setor energético iraniano. A China tem poder de veto no Conselho de Segurança da ONU.

(Texto de Parisa Hafezi)

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