Sanções mais severas poderiam mudar rumo do Irã, diz Hillary

Washington, 27 set (EFE).- As sanções econômicas e as pressões diplomáticas têm mais chances de modificar o programa nuclear do Irã, afirmou hoje a secretária de Estado americana, Hillary Clinton.

EFE |

Falando ao programa "Face the Nation", da rede de televisão "CBS", Hillary disse não acreditar que o Governo do Irã possa convencer os Estados Unidos e o resto do mundo sobre as intenções pacíficas de seu programa nuclear depois da revelação da construção clandestina de uma usina de enriquecimento de urânio.

"Os iranianos devem apresentar provas convincentes sobre o propósito de seu programa nuclear. Não achamos que possam apresentar provas de que se trata de um programa com fins exclusivamente pacíficos, mas vamos colocá-los a toda prova", disse a secretária de Estado.

O Irã sustenta que seu programa nuclear tem fins civis. Este é o assunto das discussões que começam na próxima quinta-feira em Genebra, Suíça, com a participação de EUA, Rússia, China, Alemanha, França, Reino Unido e Irã.

Segundo Hillary, Teerã não pode apenas declarar suas intenções, "deve prová-las".

"Não podem dizer muito, porque falaram por anos. Mas podem abrir todo o seu programa ao tipo de investigação exaustiva que os fatos exigem", disse a chefe da diplomacia americana.

"Se não obtivermos as respostas que esperamos, e as mudanças de conduta que buscamos, teremos que trabalhar com nossos aliados para a aplicação de mais sanções", afirmou Hillary.

A secretária de Estado acrescentou que as sanções já impostas pelas Nações Unidas ao Irã devem ser "ampliadas e aprofundadas" e admitiu que o atual regime punitivo "tem suas falhas". EFE jab/bba

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