Sanção a empresas chinesas nos EUA acirra tensões bilaterais

Pequim, 3 fev (EFE).- A sanção contra duas empresas chinesas nos Estados Unidos por suposta venda de armamento gerou hoje protestos do Governo chinês, que destacou que o comportamento de Washington pode afetar a futura cooperação bilateral.

EFE |

"Somos completamente contra as sanções aplicadas às companhias chinesas em virtude de uma suposta lei nacional", afirmou hoje a porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores chinês, Jiang Yu, em entrevista coletiva.

"O comportamento do Governo dos EUA não ajudará à saudável cooperação entre os países nas áreas de não-proliferação", sentenciou a porta-voz.

As sanções contra as firmas chinesas Dalian Sunny Industries e Bellamax foram publicadas na segunda-feira no Registro Federal do Governo, após ser impostas pelo Departamento de Estado por violação às regulações sobre tecnologia balística e de proliferação.

A nova Administração do presidente Barack Obama não está enviando sinais muito positivos a Pequim depois desta decisão, que segue uma primeira acusação, na semana passada, de que a China manipula sua moeda, o iuane, para favorecer suas exportações.

A sanção a estas duas firmas chinesas -aplicada também a outras três norte-coreanas e duas iranianas- significa que estas não poderão fazer comércio em território americano, mas também uma política continuísta em relação à antiga administração de George W.

Bush.

A visita à China da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, que também não se mostrou muito amistosa para a delicada sensibilidade chinesa, definirá a postura da nova Administração em relação à terceira maior economia mundial.

"China e EUA estão mantendo contatos para preparar a viagem da secretária Hillary à China", informou a porta-voz, sem especificar uma data, embora a visita ao país possa estar incluída na viagem pela Ásia que a secretária de Estado fará este mês.

Jiang evitou insistir sobre as tensões com a nova Administração americana, ao afirmar que, "desde a posse, China e EUA mantêm uma comunicação próxima", e se referiu às conversas telefônicas mantidas na semana passada entre o presidente Hu Jintao e Obama, e a do chanceler Yang Jiechi com Hillary. EFE mz/db

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