Salvar mercado custará centenas de bilhões, diz Paulson

O secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, afirmou nesta sexta-feira que o plano para salvar o mercado americano da atual crise financeira irá custar centenas de bilhões de dólares. De acordo com Paulson, o resgate custará às famílias americanas muito menos do que a alternativa: a continuidade da falência de uma série de instituições financeiras e o congelamento dos mercados de crédito.

BBC Brasil |

O secretário do Tesouro fez as declarações sobre o custo do plano que está sendo elaborado pelo governo americano durante uma breve entrevista nesta sexta-feira em Washington.

"A segurança financeira de todos os americanos depende da nossa habilidade de recolocar as nossas instituições financeiras de pé", afirmou. O secretário disse ainda que é preciso "atacar as causas do problema".

O governo dos Estados Unidos anunciou na noite de quinta que está trabalhando em um plano para frear a crise financeira que derrubou mercados em todo o mundo nesta semana.

As linhas gerais do plano foram discutidas em um encontro entre Paulson, o presidente do Fed (Federal Reserve), o banco central americano, Ben Bernanke, e membros do Congresso em Washington.

Acredita-se que o plano deve incluir a criação de um fundo para absorver os créditos podres que estão espalhados pelo mercado.

Paulson confirmou nesta sexta que continuará trabalhando nos detalhes do plano durante o fim de semana e que a crise vai exigir a criação de uma nova legislação para lidar com os problemas de créditos.

Desde o anúncio inicial, na noite de quinta-feira, os mercados de ações começaram a ter grandes recuperações.

Na Ásia, o índice Nikkei, de Tóquio, no Japão, subiu 3,8%. O índice da bolsa de Xangai, na China, se recuperou de uma baixa recorde de 22 meses, e teve alta de 9,5%. Em Hong Kong, o índice Hang Seng subiu 9,5%.

O mercado americano também apresentou uma grande alta desde a abertura e tem sido acompanhado por outros mercados, como a Bolsa de Valores de São Paulo.

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