Salvadorenhos votam para presidente divididos entre esquerda e direita

Os salvadorenhos votavam neste domingo para eleger seu presidente nos próximos cinco anos, em eleições pacíficas e de grande participação, marcadas por uma acirrada disputa entre a direita e o FMLN, a ex-guerrilha marxista.

AFP |

Segundo a imprensa salvadorenha, os primeiros resultados dão vantagem ao FMLN em San Salvador e em outras importantes cidades do país, como San Miguel, Santa Ana, Zacatecoluca e Santa Tecla.

O site do jornal La Prensa Gráfica informou que a participação ficou em torno de 60% dos 4,3 milhões de eleitores inscritos, superando em mais de 6% o índice registrado nas legislativas e municipais de 18 de janeiro.

O TSE prometeu divulgar os primeiros resultados oficiais às 20H00 local (23H00).

Rodrigo Avila, o candidato da Aliança Republicana Nacionalista (ARENA, direita) e Mauricio Funes, da Frente Farabundo Marti para a Libertação Nacional (FMLN), chegaram às urnas emparelhados, segundo as pesquisas.

"Foi um processo eleitoral transparente, tranquilo, pacífico e com grande participação", disse o presidente do Superior Tribunal Eleitoral (TSE), Walter Araújo.

Ao ativar o centro nacional de apuração, Araújo destacou que as atas de votação já estão sendo recebidas para a contagem, e "desautorizou" qualquer tipo de informação que não proceda do TSE.

"Quero cumprimentar a todos e vamos seguir com este processo exemplar".

As seções eleitorais, que abriram às 07H00 local (10H00 Brasília), fecharam exatamente às 17H00 (20H00).

Os 20% de indecisos serão a chave da vitória.

A Missão de Observação Eleitoral da União Européia (MOE-UE) também constatou uma eleição sem problemas e ágil.

Pela primeira vez desde que se transformou em partido político, ao final da guerra civil, em 1992, o FMLN chegou com real possibilidade de acabar com um domínio de 20 anos da direita salvadorenha.

No total, 9.543 seções eleitorais foram instaladas no país, entre elas a do estádio Jorge 'Mágico' González da capital, destinada a receber os votos dos cidadãos que vivem no estrangeiro.

Pelo menos 4 mil observadores, nacionais e internacionais, acompanharam a votação para certificar a transparência do processo, enquanto 20 mil homens da polícia e do Exército garantiram a segurança pública.

cmm/LR

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