Salvadorenhos elegem presidente em um acirrado confronto entre direita e esquerda

Os salvadorenhos votavam neste domingo para eleger seu presidente dos próximos cinco anos, em meio à crescente tensão gerada pela possibilidade de vitória do FMLN, a ex-guerrilha marxista.

AFP |

Rodrigo Avila, o candidato da Aliança Republicana Nacionalista (ARENA, direita) e Mauricio Funes, da Frente Farabundo Marti para a Libertação Nacional (FMLN), aparecem lado a lado nas pesquisas e a esquerda tem boas possibilidades de chegar ao poder.

Os 20% de indecisos terão em suas mãos a chave da vitória.

As seções eleitorais abriram às 07H00 local (10H00 Brasília) e segundo o Supremo Tribunal Eleitoral (TSE), a votação transcorre sem incidentes.

Até ao meio-dia, 36,7% dos 4,3 milhões de eleitores salvadorenhos tinham votado, revelou o site do jornal La Prensa Gráfica.

"Todo o processo vai bem, exceto por pequenos problemas no início, mas tudo caminha para uma eleição tranquila e uma alta participação", disse o presidente do TSE, Walter Araujo.

A Missão de Observação Eleitoral da União Européia (MOE-UE) também constatou uma eleição sem problemas e ágil.

Pela primeira vez desde que se transformou em partido político, ao final da guerra civil, em 1992, o FMLN chega com real possibilidade de acabar com um domínio de 20 anos da direita salvadorenha.

No total, 9.543 seções eleitorais foram instaladas no país, entre elas a do estádio Jorge 'Mágico' González da capital, destinada a receber os votos dos cidadãos que vivem no estrangeiro.

Pelo menos 4 mil observadores, nacionais e internacionais, acompanham a votação para certificar a transparência do processo, enquanto 20 mil homens da polícia e do Exército garantem a segurança pública.

O TSE promete divulgar os primeiros resultados oficiais às 20H00 local (23H00).

cmm/LR

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