Saldo de mortos em terremoto no Chile sobe para 711

Santiago do Chile, 1º mar (EFE).- O número de mortos no terremoto no Chile subiu para 711, mas o total de feridos e desaparecidos ainda não foi determinado pelas autoridades, que, além de alertarem para as réplicas e as tentativas de saque, decretaram toque de recolher em várias regiões.

EFE |

As equipes de socorro ainda tentam resgatar pessoas presas em meio aos escombros em cidades como Concepción, Talcauano, Curicó, San Javier, Linares e Talca. Hoje, começam a chegar os primeiros carregamentos de ajuda humanitária internacional.

Dois dias após o terremoto, milhões de chilenos assustados com o tremor retornam ao trabalho após as férias de verão e um fim de semana de pesadelo.

A capital Santiago, onde vivem um terço dos 17 milhões de chilenos, tenta voltar ao normal, mas há muitos municípios que seguem sem água potável e energia elétrica.

Em Quilicura e Conchalí, dois municípios da Região Metropolitana da capital chilena, alguns saques foram registrados nas últimas horas.

A Polícia chegou a dar tiros para o alto para dispersar um grupo que invadia um estabelecimento comercial para roubar água, alimentos e artigos de primeira necessidade. Na confusão, algumas pessoas aproveitaram para levar eletrodomésticos e equipes eletrônicos.

A situação mais dramática é vivida nas regiões de Maule e Bío-Bío, a 300 e 500 quilômetros de Santiago, respectivamente.

Embora a presidente Michelle Bachelet tenha decretado estado de emergência durante 30 dias na região, o que inclui a imposição de toque de recolher até para os jornalistas, os saques se estendem das cidades até as zonas rurais, segundo várias testemunhas.

Nas áreas mais afetadas, famílias inteiras passaram mais uma noite ao ar livre, seja por medo ou pelo fato de suas casas terem sido destruídas pelo forte terremoto.

A diretora do Escritório Nacional de Emergência (Onemi), Carmen Fernández, informou que uma embarcação com 60 toneladas de alimentos zarpou em direção ao litoral dos povoados mais afetados para distribuir ajuda humanitária. Retroescavadeiras para a remoção dos escombros também começaram a chegar em algumas localidades.

Em um só dia, o saldo de vítimas aumentou dez vezes. Mas as autoridades acham que o número de mortos pode aumentar ainda mais nas próximas horas, uma vez que muitas das vítimas que ainda não foram achadas podem estar sob o mar.

As autoridades admitiram que a Marinha errou ao demorar a alertar a população da ilha Juan Fernández sobre os riscos de um tsunami.

Por causa das ondas gigantes que atingira a localidade, seis pessoas morreram e cerca de dez estão desaparecidas. EFE mf/sc

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