Salão de Le Bourget completa cem anos em clima de crise e tristeza

O Salão Internacional de Aeronáutica e Espaço de Le Bourget (norte de Paris), o maior encontro mundial do setor, inaugura segunda-feira sua edição centenária num contexto de crise, com a redução do tráfego aéreo e o adiamento ou anulação de compras de aparelhos, em meio à sombra do acidente com o voo AF447 Rio-Paris.

AFP |

O Brasil estará presente com a Embraer que, este ano, celebra 40 anos de existência e que trabalha num projeto de avião de transporte militar, o KC 390, em cooperação com a força aérea brasileira.

Os anúncios de contratos devem ser menos espetaculares, sobretudo se comparados aos registrados na edição 2007, durante o qual os grandes do setor, Airbus e Boeing, haviam anunciado 800 encomendas da ordem de cerca de 100 bilhões de euros.

A sombra do acidente com o Airbus A330 da Air France que fazia o trajeto Rio de Janeiro - Paris, com 228 pessoas a bordo, as dúvidas sobre o funcionamento de alguns equipamentos e as causas da tragédia ainda não elucidadas, deverão tirar o brilho da mostra.

"Será um Le Bourget mais calmo que o anterior", estimou Mark King, presidente da divisão de aeronáutica civil do construtor britânico Rolls Royce, que fabrica reatores para os futuros aviões da americana Boeing (o B-787) e do europeu Airbus (A350).

bur/feff/sd

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