Chefe do Poder Judiciário não descartou neste domingo que pena de morte por apedrejamento seja alterada

O chefe do Poder Judiciário na província iraniana de Azerbaijão Oeste, Malek Ajdar Sharifi, não descartou neste domingo que pena de morte por apedrejamento imposta a Sakineh Mohammadi Ashtiani, acusada de adultério e assassinato do marido, seja modificada.

Mulher identificada como Sakineh Ashtiani, em foto divulgada pela TV estatal do Irã
AFP
Mulher identificada como Sakineh Ashtiani, em foto divulgada pela TV estatal do Irã

Ao ser perguntado sobre a possibilidade de se alterar a sentença contra Sakineh, ele disse em declarações divulgadas neste domingo pela agência de notícias local "Fars" que tudo é possível. "Qualquer coisa é possível", destacou Sharifi, quem reiterou que o atraso na decisão definitiva se deve ao fato de algumas provas que poderiam ser "ambíguas" ainda estarem sendo averiguadas.

O responsável judicial deu estas declarações apenas um dia depois que Sakineh, cujo caso despertou uma onda de solidariedade e protestos internacionais, obteve permissão para jantar com seus filhos fora da prisão e conversou com jornalistas na cidade iraniana de Tabriz, onde está detida.

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