Saída de Zelaya salvou Honduras do chavismo--presidente interino

TEGUCIGALPA (Reuters) - O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, disse nesta segunda-feira que a deposição do presidente Manuel Zelaya evitou que o país seguisse um caminho radical de esquerda, como ocorreu em outros países latino-americanos. Manuel Zelaya, empresário madereiro e político liberal, se aproximou nos últimos tempos do presidente venezuelano, Hugo Chávez, e adotou um discurso de esquerda. Ele foi derrubado do poder no domingo por militares e levado para a Costa Rica.

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"O presidente Zelaya estava levando o país para o chavismo, seguindo um modelo que não é aceito pelos hondurenhos", disse Micheletti em entrevista à Reuters, um dia depois de ter jurado como presidente interino do país.

Micheletti, membro do Partido Liberal como Zelaya, era até domingo o presidente do Congresso, onde a maioria dos deputados se opunha à consulta popular proposta por Zelaya sobre a possibilidade de reeleição presidencial.

"Se Zelaya tivesse seguido no poder, teríamos caído numa ordem anárquica, teríamos a obrigação de cumprir os mandatos do presidente, e não os da lei", afirmou Micheletti.

A derrubada de Zelaya foi condenada de maneira quase unânime pelos governos da América, incluindo o dos Estados Unidos, que no passado apoiara golpes de Estado na região.

Micheletti chegou nesta segunda-feira à sede do governo, o Palácio José Cecilio del Valle, em meio a conflitos entre policiais, soldados e manifestantes simpatizantes de Zelaya, que desde o domingo estavam nos arredores do palácio presidencial.

(Reportagem de Gustavo Palencia)

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