Saiba tudo sobre o Estado de Israel

SÃO PAULO - Saiba tudo sobre o Estado de Israel, que completa 60 anos este mês sem ter conseguido por fim ao conflito desencadeado por sua existência, um dos mais antigos e de maior repercussão em todo o mundo. As informações são da CIA, a central de inteligência norte-americana.

Redação |

O Estado de Israel foi fundado no ano de 1948, após o Plano de Partilha elaborado pela Assembléia da Organização das Nações Unidas (ONU) que dividiu a região, até então sob domínio britânico, entre árabes e judeus. A população palestina rejeitou o acordo e milícias deram início a uma onda campanhas que objetivavam o controle de territórios dentro e fora das fronteiras estabelecidas.

A partir deste acontecimento, paralelamente o movimento sionista, conhecido como nacionalismo judaico, também ganhou força e passou a reivindicar a existência do Estado de Israel e o direito à autodeterminação do povo judeu.

Assim, a proposta da ONU e a proclamação do Estado de Israel foram o ponto de partida para a série de conflitos do país com palestinos e nações árabes vizinhas; o Egito, Jordânia,Líbano, Síria e o Iraque também atacaram a região judaica para conquistar território. As tensões permeiam a estabilidade do Oriente Médio até os dias de hoje.

Expansão da fronteira israelense

Entre os conflitos armados por disputa de terra, vale destacar a Guerra dos Seis dias, ocorrida em 1967, quando Israel passou a dominar a faixa de Gaza, o deserto do Sinai (Egito), a Cisjordânia, Jersualém Oriental (Jordânia) e as colinas do Golã (sul do Líbano). Israel assinou a paz com o Egito em 1979 (Acordos de Camp David) e Jordânia em 1994. Além disso, deixou o sul do Líbano no ano 2000.

Em dezembro de 1987, começou nos territórios ocupados a revolta popular palestina, conhecida como "intifada", que terminou em 1993, deixando um saldo de mortos de 1.500 palestinos e 400 israelenses.

No dia 28 de setembro de 2000 começou a "segunda intifada", quando o líder da direita israelense, Ariel Sharon, visitou a Esplanada das Mesquitas em Jerusalém Oriental, o que provocou a morte de 3.774 palestinos e de 1.074 israelenses durante os últimos cinco anos.

Acordo de Oslo

Em 1993, o Acordo de Paz de Oslo representou o início das negociações com a população palestina. Pelo tratado, a faixa de Gaza e a Cisjordânia passariam a ser domínio da Autoridade Palestina, sob o comando de Yasser Arafat. Em agosto de 2005, tropas israelenses e alguns acampamentos judeus bateram em retirada da região.

A eleição do Hamas, grupo que é contra a formação do Estado judaico, em janeiro de 2006 para a liderança do Conselho Legislativo Palestino, congelou as negociações entre Israel e a Autoridade Palestina. No mês de janeiro, o então premiê Ariel Sharon sofreu um derrame cerebral e entrou em coma, sendo substituído por Ehud Olmert, que em março foi confirmado ao posto de primeiro-ministro, após a vitória de seu partido centrista, o Kadima, nas eleições do país.

O conflito contra a guerrilha xiita libanesa Hisbolá em 2006 foi outro ponto marcante para o Estado Judeu, que depois de comemorar diversos sucessos militares recebeu há dois anos seu primeiro forte golpe na região.

Após o fracasso de seu Exército no Líbano, Israel parece ter percebido sua vulnerabilidade, o que fez com que o Estado judeu reativasse a negociação com os palestinos e enviasse mensagens conciliadoras a países árabes que não abandonaram a linha dura, como a Síria.

Conferência de Anápolis

A última tentativa de promover a paz entre as nações foi impulsionada, após 7 anos de estagnação, pelo presidente norte-americano George W. Bush, que mediou a Conferência de Anápolis no mês de novembro de 2007 em Maryland, nos Estados Unidos. O encontro reuniu líderes de Israel e da Palestina, que se comprometeram a cumprir promessas de paz até o fim de 2008. As principais questões abordadas foram a retirada de israelenses da Cisjordânia, as fronteiras do Estado da Palestina, a condição de Jerusalém e dos refugiados palestinos.

Embora as várias tentativas de paz na região, vários divergências sobre o conflito ainda precisam de um acerto final, principalmente em relação ao futuro dos milhares de refugiados palestinos e ao estatuto da cidade de Jerusalém, em cuja parte oriental a Autoridade Palestina quer estabelecer a capital de seu futuro Estado. 

Quem foi Golda Meir?

Golda Meir foi ministra do exterior e primeira-ministra de Israel (1969), uma das mulheres mais reconhecidas das relações internacionais entre os anos 50 a 70. Nascida na Rússia e criada nos EUA, ela emigrou para a Palestina em 1921, onde foi militante. A líder estava à frente do Estado de Israel em seu momento mais dramático: durante a Guerra do Yom Kippur, na qual tropas egípcias e sírias atacaram Israel em meio às comemorações do Dia do Perdão judaico.

Localização

Israel está situado no Oriente Médio, ao longo da costa oriental do Mar Mediterrâneo, limitando-se com o Líbano, a Síria, a Jordânia e o Egito, alem de abranger territórios palestinos de Gaza e Cisjordânia. O país localiza-se no ponto de encontro de três continentes: a Europa, a Ásia e a África. Sua capital é Jerusalém (capital nacional e sede de governo) e Tel Aviv (reconhecida internacionalmente).

Com uma área total de 20.770 quilômetros quadrados, o país é dividido em seis distritos, conhecidos em língua hebraica como mehozot, e 13 sub-distritos, conhecidos como nafot.

Bandeira

A bandeira de Israel foi adotada em 1948 e desenhada para o movimento sionista em 1891. Seu esboço simboliza o Talit, xale tradicional da oração judaica, que é branco com linhas azuis. A Estrela de David no centro tornou-se um símbolo judaico no final da Idade Média em Praga, e foi adotado pelo primeiro congresso sionista, que aconteceu no ano de 1897.

População

Israel é um país de imigrantes. Seus 7,1 milhões de cidadãos compõem um mosaico pessoas com diversos antecedentes étnicos e diferentes estilos de vida, culturas, religiões e costumes. Vale ressaltar que este número inclui cerca de 187 mil israelenses na Cisjordânia, 20 mil nas Colinas de Golã e menos de 177 mil no leste de Jerusalém, em uma estimativa realizada em 2006.

Os judeus constituem atualmente 76,4% da população do país; 16% são muçulmanos, 1,7% cristãos árabes e 0,4% outros cristãos. O hebraico é o idioma oficial do país, mas há grupos que falam árabe (15%) e inglês. De toda a população, 21,6% se encontram abaixo da linha de pobreza.

Judaísmo

O judaísmo é considerado a primeira religião monoteísta a aparecer na história. Seus cultos são realizados em  templo denomiado de sinagoga e são liderados  por um sacerdote conhecido por rabino. O símbolo sagrado do judaísmo é o menorá, um candelabro com sete braços. A Torá ou Pentateuco, de acordo com os judeus, é considerado o livro sagrado que foi revelado diretamente por Deus. Por concentrar os principais locais sagrados das três grandes religiões monoteístas do mundo, Israel conserva a liberdade religiosa, permitindo que  peregrinos de todo o mundo visitem seus locais santos.

Sistema de Governo

Israel é uma democracia parlamentar em que funcionam os poderes legislativo, executivo e judicial. O presidente é o chefe do estado, cujos deveres são formais e cerimoniais; ele simboliza a unidade e a soberania do estado. O poder legislativo reside no Knesset, parlamento unicameral composto por 120 membros, eleitos para um mandato de quatro anos em sufrágio universal. O Knesset pode, contudo, se dissolver antes da conclusão deste período e convocar novas eleições.

O Governo (gabinete ministerial) é responsável pela administração dos negócios internos e pelas relações exteriores. É chefiado pelo primeiro-ministro e deve prestar contas coletivamente ao Knesset.

As últimas eleições para o Knesset aconteceram em 26 de Março de 2006, tendo sido o partido mais votado o centrista Kadima, primeiro-ministro Ehud Olmert.

Defesa

O Exército, a Marinha e a Força Aérea compõem o conjunto das  Forças de Defesa de Israel, mundialmente conhecidas pelo seu treinamento rigoroso. O sistema de defesa do país ocupa um dos lugares mais bem reputados entre as forças de combate de todo o mundo . Todos os cidadãos do país devem se apresentar às forças aos 18 anos de idade. Homens devem prestar um serviço de três anos, enquanto as mulheres, que também devem se alistar, servem por um período de dois anos.

Economia

A moeda israelense é o shekel. No ano de 2007, o produto interno bruto (PIB) israelense era estimado em US$ 132 bilhões e a renda per capita anual era de US$ 28,8 mil.

A dívida externa superou os US$ 87,43 bilhões (dados também de 2007). A inflação foi de 0,4% em 2007 e o desemprego ficou em 7,6% no mesmo ano. As importações foram de US$ 52,8 bilhões em 2007, e as exportações de US$ 48,6 bilhões no mesmo período.

O PIB do país, após ter sofrido queda nos anos de 2001 e 2002 devido ao conflito com os palestinos, cresceu aproximadamente 5,1 % ao ano desde 2003. Estima-se também que a economia tenha crescido 5.4% em 2007, maior índice já registrado desde 2000. As políticas fiscais e reformas realizadas pelo governo nos últimos anos atraíram intenso investimento estrangeiro, colocando a economia em um sólido patamar.

Israel possui uma economia avançada com grande participação do governo. Ela depende de importações de petróleo, grãos e equipamentos militares. Embora conte com recursos naturais limitados, Israel desenvolveu intensivamente nos últimos 20 anos os setores agrícolas e industriais, e já consegue ser auto-suficiente na produção de diversos produtos agrícolas, como frutas e vegetais.

Informações adicionais

Israel ocupa o 23° lugar no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) mundial da ONU, posição mais elevada entre as nações do Oriente Médio. O país ainda conta com uma taxa de analfabetismo de 2,9% (2004) e possui cerca de 1.899 milhões de internautas.

A expansão do tráfico de drogas é um grande desafio do governo israelense, principalmente do ecstasy, cocaína e heroína. O portão de entrada para as drogas ilícitas no país é no Líbano e também na Jordânia.

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