As Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) foram criadas em 1964 como braço armado do Partido Comunista da Colômbia. O grupo realiza ações como seqüestros para financiar suas operações, junto com o tráfico de drogas. De acordo com declarações próprias, seu objetivo é lutar contra as desigualdades sociais, políticas e econômicas.

Acredita-se que as Farc mantenham cerca de 800 reféns em campos secretos na selva. Muitas dessas pessoas foram seqüestradas para que o dinheiro dos resgates pudesse financiar as operações da guerrilha. Entre as pessoas seqüestradas pelas Farc há um grupo de 39 reféns considerados importantes, porque podem ser trocados por guerrilheiros mantidos em prisões na Colômbia.

Os rebeldes querem trocar esses reféns, entre os quais estão políticos e militares, por cerca de 500 guerrilheiros presos.

A principal refém em poder das Farc é Ingrid Betancourt, ex-senadora e candidata à presidência da Colômbia que foi seqüestrada em 2002, com Clara Rojas, durante a sua campanha.

Clara, Consuelo e Emmanuel

As Farc cederam pela primeira vez em 10 de janeiro deste ano, quando libertaram a ex-candidata à vice-presidente da Colômbia Clara Rojas e a ex-deputada Consuelo Gonzalez. A libertação das reféns foi possível após Uribe permitir o retorno de Chávez às negociações.

A operação, no entanto, esteve perto de fracassar. Ainda em dezembro, as Farc prometeram ao presidente venezuelano soltar, junto com as duas mulheres, Emmanuel, filho de Clara com um guerrilheiro.

O governo colombiano descobriu, no entanto, que a criança estava na verdade em um orfanato de Bogotá, fato comprovado por um exame de DNA. A primeira tentativa de libertação na virada do ano falhou e foi concluída apenas em janeiro.

Em fevereiro, a guerrilha voltou a libertar reféns políticos. Os ex-parlamentares Luis Eladio Pérez, Orlando Beltrán e Gloria Polanco e o ex-senador Jorge Eduardo Gechem foram soltos no dia 27, na selva colombiana, após mais de seis anos de cativeiro.

Retrocesso

Dois dias depois, uma ação militar do exército colombiano no Equador matou Raúl Reyes, o número dois no comando da guerrilha e contato das Farc com o governo francês nas negociações para libertar os reféns, e mais 24 pessoas.

A ação provocou uma crise diplomática entre os dois países. Enquanto a Colômbia acusava o governo do presidente Rafael Correa de abrigar os rebeldes, Quito reclamava da violação territorial cometida pelo vizinho.

A crise foi resolvida após uma reunião de cúpula na república Dominica. A Organização dos Estados Americanos (OEA) rechaçou a atitude colombiana.

(*Com informações das agências AFP, Reuters e BBC)

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