Saiba quais os grupos suspeitos de estar por trás da explosão em Oslo

Ataque contra quartel-general do governo no centro da capital da Noruega deixou ao menos dois mortos e 15 feridos

iG São Paulo |

Uma grande explosão atingiu o quartel-general do governo no centro da capital da Noruega , Oslo, deixando ao menos dois mortos e 15 feridos. Até o momento, no entanto, nenhum grupo reivindicou autoria pela explosão causada por uma bomba e arquitetada para atingir autoridades norueguesas.

Horas depois da explosão, um atirador vestido de policial atacou um acampamento para jovens do Partido Trabalhista em uma ilha perto de Oslo.

A Noruega, que é membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), foi ameaçada previamente por líderes da rede terrorista Al-Qaeda por seu envolvimento no Afeganistão. O sucessor de Osama Bin Laden na organização, Ayman Al-Zawahiri , citou o país como um dos possíveis alvos de ataque. Segundo o Ministério de Relações Exteriores, a Noruega tem quase 700 soldados no país asiático.

Veja quais são os principais grupos suspeitos de estar por trás do ataque contra o prédio do governo desta sexta-feira:

Al-Qaeda

A rede fundada por Osama bin Laden é o grupo terrorista que representa a maior ameaça terrorista internacional, dados seus experientes membros e redes transnacionais estabelecidas para troca de informações, logística, financiamento e suporte ideológico. Apesar de o grupo ter perdido força desde a invasão americana no Afeganistão, em 2001, a Al-Qaeda tem sobrevivido graças a alianças e céulas espalhadas por outros países, além do suporte de militantes na área fronteiriça entre o Afeganistão e o Paquistão.

Movimento Islâmico do Usbequistão

O grupo, conhecido pela sigla em inglês IMU, surgiu no Vale de Fergana no Usbequistão e também lutou no Tajiquistão, Quirguistão e Afeganistão com o intuito de estabelecer um califato islâmico. Com muitos de seus membros em áreas tribais do Paquistão, acabou estabelecendo laços com a Al-Qaeda.

No início deste mês, fontes de inteligência alertaram para um ataque que visava alvos europeus sendo arquitetado por um grupo na montanhosa região do norte do Paquistão. De acordo com um oficial de segurança alemão, o ataque poderia ter ligação com o interrogatório de um suspeito germano-afegão no Afeganistão, identificado pela mídia como Ahmed Sidiqi, membro do IMU. De acordo com o especialista em terrorismo Guido Steinberg, Sidiqi foi membro de uma célula terrorista de Hamburgo, que se mudou para o Paquistão em março de 2009, ao se juntar ao IMU.

Lashar-e-Taiba e Jaish-e-Mohammed

Ambos os grupos mantêm bases na província de Punjab, no Paquistão, e já chegaram receberam no passado ajuda dos serviços de inteligência paquistaneses (ISI, na sigla em inglês) para lutar contra a Índia na Caxemira, antes de passarem a ser perseguidos pelas autoridades paquistanesas.

O Lashar-e-Taiba, culpado pelos ataques de Mumbai de 2008 que mataram 166 pessoas, mantém a maior parte de seus membros na Caxemira e na Índia. Um de seus mebros, o americano David Headley, foi preso em 2009 em Chicago, por ter ajudado a arquitetar os atentados em Mumbai. Ele também é culpado de ter planejado um ataque frustrado ao jornal dinamarquês Jyllands-Posten, que em 2005 publicou charges sobre o profeta Maomé que enfureceu a comunidade muçulmana.

O Jaish-e-Mohammed também tem ligação com ataques em países ocidentais e mantém ligações com a Al-Qaeda e o Lashkar-e-Taiba.

Al-Shabaab

O Al-Shabaab, cujo nome significa juventude em árabe, mantém controle sobre grandes áreas do sul e do centro da Somália, país localizado no Chifre da África que têm estado sob controle de militantes e grupos tribais desde o fim da ditadura militar de Mohamed Siad Barre, em 1991.

As alianças externas do grupo vieram à luz depois da tentativa de ataque de janeiro de 2010 contra o cartunista dinamarquês Kurt Westergaard, em sua casa em Copenhagen, assim como o apoio dado a insurgentes iemenitas ligados à Al-Qaeda suspeitos de estar por trás do atentado frustado contra um avião que sobrevoava Detroit no natal de 2009.

O grupo ainda reivindicou responsabilidade por um ataque em Uganda em julho de 2010, quando homens-bomba mataram 79 pessoas em Kampala, durante a Copa do Mundo.

Tehrik-e-Taliban paquistanês

O grupo também conhecido como o Taleban paquistanês (conhecido pela sigla TTP, em inglês) é um dos mais influenciados pela Al-Qaeda e busca perpretar ataques contra o Estado paquistanês, que considera ilegítimo. No início do mês, um ataque de um avião não-tripulado no Paquistão matou britânico Abdul Jabbar, estaria no processo de estabelecer ligação do grupo no Reino Unido. Em setembro de 2010, o TTP ameaçado atacar EUA e Europa.

Al-Qaeda no Magreb Islâmico

Liderado por Abdelmalek Droukdel, o braço da Al-Qaeda com base na Argélia tem origem no Grupo Salafista para Prece e Combate e mudou de nome em janeiro de 2007. Os salafistas, que se opunham às forças de segurança argelinas até o fim de 2006, adotaram a ideologia de recrutar jihadistas depois de se alinhar à Al-Qaeda.

*Com Reuters

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