SAIBA MAIS-Principais metas de corte nas emissão de gases-estufa

(Reuters) - O resumo abaixo compara as metas estabelecidas por países importantes para a redução nas emissões de gases do efeito estufa, antecedendo as negociações sobre o clima mediadas pela Organização das Nações Unidas (ONU) em Bonn, na Alemanha, entre 29 de março e 8 de abril. China, Estados Unidos, União Europeia, Rússia e Índia são os que mais emitem gases-estufa no mundo. As metas estabelecidas por eles afetarão a resolução para um novo acordo da ONU a fim de combater o aquecimento global, previsto para ser aprovado em Copenhague em dezembro.

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Os países ricos planejam unir-se por cortes de cerca de 15 por cento abaixo dos níveis atuais até 2020. Muitos países em desenvolvimento tentam conter o aumento das emissões, sem limites que, segundo eles, reprimiriam o crescimento econômico e a sua luta para pôr fim à pobreza.

PAÍSES DESENVOLVIDOS

ESTADOS UNIDOS - O presidente Barack Obama defende o corte das emissões norte-americanas para os níveis de 1990 até 2020 - cerca de 15 por cento abaixo dos níveis recentes - e para 80 por cento abaixo dos níveis de 1990 até 2050.

UNIÃO EUROPEIA - Os líderes da União Europeia concordaram em dezembro em cortar as emissões em 20 por cento abaixo dos níveis de 2020 até 2020, um corte de aproximadamente 14 por cento nos níveis recentes. Líderes europeus querem que os países ricos tenham como objetivo a redução nas emissões entre 60 e 80 por cento dos níveis de 1990 até 2050.

-- A Grã-Bretanha comprometeu-se com uma meta estabelecida por lei a cortar os gases-estufa em 80 por cento abaixo dos níveis de 1990 até 2050.

-- A Alemanha planeja cortar as emissões de dióxido de carbono em 40 por cento, comparando-se aos níveis de 1990, até 2020.

RÚSSIA - Ainda não estabeleceu uma meta para 2020.

JAPÃO - Planeja estabelecer os cortes para 2020 até junho. O Partido Democrático, de oposição, prometeu cortar as emissões em 25 por cento abaixo dos níveis de 1990 até 2020 caso vença uma eleição marcada para outubro.

CANADÁ - Planeja cortar as emissões em 20 por cento abaixo dos níveis de 2006 até 2020 e prevê cortes entre 60 e 70 por cento nos níveis de 2006 até 2050. As emissões atualmente são mais de 20 por cento maiores dos que os níveis de 1990.

AUSTRÁLIA - Planeja reduzir as emissões em 5 por cento dos níveis de 2000 até 2020 e em até 15 por cento dos níveis de 2000 se houver um forte pacto da ONU.

PAÍSES EM DESENVOLVIMENTO

CHINA - Um plano para entre 2006 e 2010 tem como objetivo reduzir o consumo de energia por unidade do produto interno bruto em 20 por cento, contendo o aumento das emissões de gases-estufa. Pequim também planeja quadruplicar o produto interno bruto entre 2001 e 2020 enquanto apenas duplica o uso de energia.

ÍNDIA - Nova Délhi afirma que a prioridade deve ser o crescimento econômico a fim de reduzir a pobreza enquanto muda a matriz energética com o uso de energias limpas, lideradas pela energia solar. Um plano para o clima de junho passado não estabeleceu limites para as emissões de gases-estufa, mas diz que as emissões indianas per capita nunca excederão as dos países ricos.

BRASIL - Planeja medidas como reduzir à metade o desmatamento da Amazônia em 10 anos para evitar a emissão de 4,8 bilhões de toneladas de dióxido de carbono; conservação de energia e manter a participação das energias renováveis na sua matriz energética. As hidrelétricas são responsáveis por 77 por cento da geração de eletricidade.

METAS INTERNACIONAIS

PROTOCOLO DE KYOTO - Compromete os países industrializados, à exceção dos EUA, a cortar as emissões em média em ao menos 5 por cento abaixo dos níveis de 1990 até 2008-2012.

G8 - Importantes países industrializados concordaram em uma cúpula do G8 no Japão, em julho de 2008, com a "perspectiva" de cortar as emissões mundiais de gases-estufa em 50 por cento até 2050.

GLOBAL - Cerca de 190 países concordaram no ano passado em estabelecer um novo tratado até o fim de 2009 para substituir o Protocolo de Kyoto, envolvendo cortes maiores nas emissões dos países ricos e ação nos países pobres para reduzir o aumento nas emissões desses países.

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