(Reuters) - O partido israelense Kadima fará uma eleição na quarta-feira para escolher o novo líder, que substituirá o primeiro-ministro Ehud Olmert, que anunciou sua renúncia em meio a acusações de corrupção. No entanto, o novo líder do partido não tem a garantia de tornar-se primeiro-ministro. Os líderes de outros dois partidos principais também concorrerão ao cargo.

Veja a seguir o perfil dos principais candidatos a novo chefe do governo israelense:

* TZIPI LIVNI. Ministra das Relações Exteriores e chefe das negociações com os palestinos, Livni é vista como a sucessora mais provável de Olmert pelos membros do Kadima. A mulher mais poderosa em Israel desde a primeira-ministra Golda Meir, nos anos 1970, Livni, de 50 anos, pediu a Olmert que renunciasse no ano passado, depois de uma reportagem impiedosa sobre a guerra israelense no Líbano, em 2006.

Mas ele não atendeu ao pedido. Nem ela. Filha de um importante sionista de direita, ela é ex-agente de inteligência. As pesquisas de opinião apontam que ela ganhará a votação dentro do Kadima.

* SHAUL MOFAZ. Ministro dos Transportes, ex-chefe das Forças Armadas e ex-ministro da Defesa, Mofaz é nascido no Irã e conhecido por suas táticas duras contra o levante palestino que aconteceu depois do fracasso nas negociações de paz em 2000. As pesquisas de opinião mostram que ele está atrás de Livni na corrida dentro do Kadima.

* EHUD BARAK. Ministro da Defesa que lidera o partido Trabalhista, principal aliado do Kadima na coalizão. Barak não é membro do Parlamento, então não pode virar primeiro-ministro sem antes ganhar um assento em uma eleição geral. General condecorado várias vezes, tem 66 anos e foi premiê de 1999-2001.

* BENJAMIN NETANYAHU. Primeiro-ministro de 1996-99 e líder do partido de oposição Likud desde que Sharon, Olmert e outros foram para o Kadima. Educado nos Estados Unidos, ele foi soldado condecorado. Foi ministro da Economia de Sharon a partir de 2003 -- suas reformas econômicas são vistas por muitas pessoas como responsáveis pelo crescimento. Muitas pesquisas mostram que Netanyahu é um potencial ganhador, caso as eleições parlamentares -- que não deveriam acontecer antes de 2010 -- sejam adiantadas,

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