(Reuters) - Climatologistas estão estudando a gripe suína para ver se o clima pode influenciar sua difusão e gravidade. Determinar o impacto do frio, do calor, da umidade ou da secura sobre o vírus H1N1 -- que já matou até 149 pessoas no México, mas teve efeitos menos malignos em outros países -- pode ajudar os países e regiões mais vulneráveis.

A informação climática também pode dar pistas sobre a propensão do vírus a voltar ano após ano, de forma sazonal.

A seguir, detalhes sobre a sazonalidade da gripe comum, e como os clima e outros fatores afetam esses padrões, segundo dados da Organização Mundial da Saúde, da Organização Meteorológica Mundial e de importantes cientistas:

FRIO E SECO

Em partes temperadas do globo (ou seja, além das zonas tropicais), o auge da incidência da gripe é no inverno. O clima frio e seco ajuda o vírus a sobreviver fora do organismo, já que nessas condições as partículas de salivas levam mais tempo para evaporar e permanecem no ar por períodos mais longos.

CALOR E UMIDADE

Há surtos de "influenza" (gripe) nos trópicos, mas com menos frequência do que nas áreas temperadas e sem a sazonalidade esperada nas regiões de invernos rigorosos.

A precariedade dos laboratórios e dos dados sobre a saúde, especialmente na África e na América Latina, dificultam a tarefa dos especialistas internacionais de monitorarem a transmissão viral em regiões tropicais.

CICLOS ESCOLARES

Sabe-se que os períodos letivos também afetam a sazonalidade da gripe. As férias de inverno tendem a reduzir a transmissão da gripe entre crianças em até 25 por cento, em grande parte porque há menos oportunidades para que o vírus se espalhe entre grupos grandes.

OUTROS FATORES

A cepa exata do vírus em circulação, que pode mudar de temporada para temporada, pode influir também na sua virulência e na quantidade de pessoas contaminadas a cada surto. Os níveis de imunidade da população, os programas de vacinação, as práticas de higiene e outros fatores também influem.

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