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SAIBA MAIS-A crise dos reféns na Colômbia

(Reuters) - Uma missão médica vinda da França desembarcou na Colômbia a fim de tratar de Ingrid Betancourt, a cidadã franco-colombiana mantida refém por um grupo guerrilheiro há mais de seis anos e que estaria gravemente doente. Veja abaixo alguns dados centrais sobre as pessoas sequestradas pela guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), o maior e mais antigo grupo rebelde esquerdista da América Latina.

Reuters |

* Betancourt, uma política franco-colombiana, concorria à Presidência da Colômbia quando foi capturada, em 2002, em uma Província do sul colombiano. A companheira de chapa dela, Clara Rojas, foi sequestrada junto com ela. No cativeiro, em uma área de mata, Rojas acabou dando à luz um menino, Emmanuel.

* Rojas e a deputada Consuelo González foram libertadas em janeiro após ficarem seis anos em cativeiro. O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, mediou a libertação das duas, mas seus apelos para que as Farc fossem retiradas de listas contendo organizações terroristas alimentaram tensões diplomáticas com a Colômbia.

* Três norte-americanos que trabalhavam para o Departamento de Defesa dos EUA -- Thomas Howes, Marc Gonsalves e Keith Stansell -- foram sequestrados quando o avião no qual estavam caiu durante uma missão de combate ao narcotráfico, em fevereiro de 2003. Os rebeldes dizem que os três terão de ser trocados por membros das Farc mantidos em prisões norte-americanas.

* No final de 2007, o Exército colombiano prendeu um grupo de guerrilheiros com o qual foram encontradas provas indicando que alguns reféns continuavam vivos. Entre o material havia um vídeo no qual aparecia Betancourt, bastante enfraquecida, e os três norte-americanos. Em uma carta escrita para sua mãe, Betancourt disse que não comia quase mais nada e seu cabelo estava caindo. Rebeldes libertados depois pela guerrilha afirmam que a ex-candidata se encontra gravemente doente. Ela estaria com hepatite B.

* Betancourt e os três norte-americanos integram um grupo de 40 reféns importantes que as Farc desejam trocar por rebeldes presos. Alguns reféns estão no cativeiro há uma década. O governo diz que as Farc sequestraram outras 700 pessoas para exigir resgates. Mas não se sabe ainda quantas delas continuariam nas mãos dos rebeldes.

* As Farc querem que Uribe retire seus soldados de uma grande área da zona rural para criar um local seguro onde as partes possam negociar a troca dos reféns. Uribe, cujo pai foi morto pelas Farc em uma tentativa fracassada de sequestro, diz que não permitirá aos rebeldes se reorganizarem, mas ofereceu desmilitarizar uma área menor, sob observação internacional.

* No ano passado, em meio a esforços para romper o impasse, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, convenceu Uribe a libertar um importante rebelde preso. A França, a Suíça e a Espanha participam atualmente dos contatos para garantir um acordo.

* Uribe ofereceu libertar rebeldes presos e permitir que alguns deles saiam da Colômbia rumo à França. As Farc ainda não responderam a essa oferta.

* Dois altos comandantes da guerrilha foram mortos em março, entre os quais Raúl Reyes, um contato importante para negociar um acordo sobre a troca de reféns por prisioneiros. Os ataques contra as Farc alimentaram dúvidas sobre quem falaria agora em nome do grupo.

(Reportagem de Patrick Markey, em Bogotá)

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