Sadr pede que Iraque não assine pacto de segurança com os EUA

BAGDÁ (Reuters) - O clérigo xiita Moqtada al-Sadr pediu aos líderes iraquianos que não assinem um acordo de segurança com os Estados Unidos, oferecendo garantir seu apoio ao governo se as negociações forem canceladas. O influente clérigo, cujo movimento político controla 10 por cento do parlamento, pede há muito tempo a retirada das tropas norte-americanas do Iraque. Sadr retirou do governo seis ministros de seu movimento no ano passado, quando o primeiro-ministro Nuri al-Maliki se recusou a fixar um cronograma para a retirada das tropas dos EUA do país.

Reuters |

'Eu peço que o governo iraquiano não assine este acordo. Eu informo o governo que estou pronto para apoiá-lo através do povo, e também politicamente, se o acordo não for assinado', disse Sadr, cujo exército Mehdi lançou duas investidas contras as forças norte-americanas em 2004.

Sadr respondia a perguntas de seguidores em uma entrevista postada em seu web site na quarta-feira.

Bagdá e Washington negociam um novo pacto de segurança que irá garantir uma base legal para que as tropas norte-americanas operem no Iraque quando o mandado da ONU expirar no final do ano.

A Casa Branca afirmou que o acordo iria incluir uma 'data desejável' para a transição das Forças norte-americanas que estão no Iraque desde a invasão de 2003.

O Iraque afirmou que sua visão era que todas as forças armadas estrangeiras se retirassem até o final de 2010, se as condições de segurança permitirem.

O acordo seria finalizado até o dia 31 de julho, mas autoridades dos EUA disseram que as negociações podem adiar o acordo para o início de agosto.

Sadr fez um apelo para que tanto líderes religiosos xiitas quanto os líderes sunitas no Iraque emitam fatwas, ou éditos religiosos, contra qualquer acordo contra os Estados Unidos.

(Reportagem de Mohammed Abbas e Wisam Mohammed)

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