Saddam Hussein pedia flores a seus carcereiros americanos

Naji al-Qanni Cairo, 6 mai (EFE) - O falecido ditador iraquiano Saddam Hussein costumava pedir aos guardas que tomavam conta dele que lhe trouxessem flores, durante os três anos que esteve retido pelas forças americanas, antes de ser executado, em dezembro de 2006. Este e outros segredos foram revelados hoje pelo jornal internacional em língua árabe Al-Hayat, que publica, pela primeira vez, trechos dos diários que o ditador iraquiano escreveu durante sua reclusão. Saddam Hussein pedia a seus carcereiros que colhessem para ele flores de um jardim situado na prisão Cropper, perto do aeroporto de Bagdá, onde esteve recluso desde dezembro de 2003, quando foi capturado pelos Estados Unidos, até 30 de dezembro de 2006, quando foi enforcado após ser condenado à morte por um tribunal iraquiano. Saddam explicou que este era um dos poucos pedidos que tinha feito ao longo de sua vida. Nunca pedi nada a que não tivesse direito, disse o ditador em um dos cinco trechos de suas memórias. O ex-presidente do Iraque também não queria que suas roupas entrassem em contato com os uniformes dos guardas ao serem penduradas no varal da prisão, e exigiu isso em diversas ocasiões. Temia que os guardas me passassem alguma doença sexualmente transmissível, confessou Saddam. Expliquei aos guardas que não queria que nossas roupas fossem estendidas juntas e eles entenderam, escreveu Saddam, embora, aparentemente, tenha tido que insistir especialmente nisso, e um ...

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EFE nq/rb/db

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