Sacerdotes lembram crise econômica em celebração de aparições de Fátima

Dezenas de milhares de peregrinos católicos se reuniram nesta quarta-feira no santuário de Fátima, no centro de Portugal, para celebrar as aparições da Virgem em 1917, em uma cerimônia que este ano foi marcada pela crise econômica mundial.

AFP |

"A mão invísivel que, na teoria, deveria guiar o mercado, se transformou em uma mão desonesta e cheia de cobiça", declarou em sua homilia o cardeal Oscar Maradiaga, arcebispo de Tegucigalpa (Honduras) e presidente da rede Caritas Internationalis.

"O mundo está afundado em crises profundas de fé, de ética e de humanidade, e parece ter perdido o sentido moral (...). A crise financeira que vivemos é simplesmente um sinal", declarou o sacerdote.

O bispo de Fátima, Antonio Marto, lançou um apelo "pela solidariedade em relação a todos aqueles que sofrem as consequências mais graves dessa crise".

Ao todo, 150.000 peregrinos, entre eles mais de uma centena de grupos organizados procedentes de 24 países, eram esperados este ano no santuário de Fátima, onde, de acordo com a crença católica, a Virgem Maria apareceu para três pequenos pastores pela primeira vez em 13 de maio de 1917.

tsc/ap

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