Saad Hariri acusa Síria de exportar terrorismo ao Líbano

Beirute, 1 nov (EFE).- O chefe da maioria parlamentar libanesa, Saad Hariri, acusou a Síria de exportar o terrorismo ao Líbano e propôs a criação de uma comissão internacional que investigue o assunto.

EFE |

"O terrorismo é uma fabricação do regime sírio", afirmou Hariri em entrevista à imprensa russa e divulgada pelos meios de comunicação libaneses.

Hariri propôs a formação de um comitê de investigação internacional "para determinar quem exporta o terrorismo".

Damasco responsabilizou grupos salafistas procedentes do norte do Líbano pelos atentados registrados nas últimas semanas na Síria, enquanto políticos libaneses acusam o Governo sírio de estar por trás de atos terroristas no Líbano.

O salafismo é uma corrente fundamentalista do Islã sunita que predica uma interpretação direta e literal do Corão, e das doutrinas inspiradas na vida e nas palavras do profeta Maomé.

"Em três anos e meio, as Forças de 14 de Março (coalizão anti-Síria) são alvos de atentados", indicou Hariri, que incluiu entre essas ações o assassinato de seu pai, o ex-primeiro-ministro Rafik Hariri, em 14 de fevereiro de 2005, atribuído ao regime sírio.

"Sabemos que o terrorismo presente no Líbano é um terrorismo de importação", insistiu o político.

Hariri acrescentou que, enquanto a maioria dos atentados perpetrados pela Al Qaeda no mundo é reivindicado por esse grupo, "ninguém reivindicou os cometidos no Líbano".

"(Os atentados no Líbano) São obra de um Estado", afirmou político libanês. EFE ks/mh

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