MOSCOU - Centenas de pessoas foram neste domingo à sede do teatro Dubrovka, em Moscou, para prestar uma homenagem às 130 vítimas fatais do sequestro cometido por um comando terrorista checheno há seis anos.

Acordo Ortográfico Ex-reféns, parentes e amigos das vítimas, assim como membros dos corpos de segurança que participaram da polêmica operação de resgate, assistiram ao ato de luto.

Após um minuto de silêncio, foram lidos os nomes de cada uma das 130 pessoas que morreram no seqüestro, na maioria durante a operação de resgate.

Durante o ato comemorativo, como já é tradição em cada aniversário da tragédia, foi liberado um balão branco para cada pessoa que morreu.

Nenhum dos 40 membros do comando terrorista checheno escapou com vida do Dubrovka, onde, em 23 de outubro de 2002, o grupo tomou como reféns cerca de mil espectadores que tinham ido assistir ao musical "Nord-Ost" e os artistas que participavam dele.

Os terroristas exigiam o fim da guerra na Chechênia, a mesma reivindicação de outro comando checheno em 1995, durante o mandato de Boris Yeltsin, após seqüestrar mais de mil pessoas no hospital da cidade russa de Budyonnovsk.

Três dias depois do começo do seqüestro no Dubrovka, as forças de segurança lançaram um operação de resgate na qual usaram gás para deixar inconscientes seqüestradores e reféns.

Segundo as autoridades, o elevado número de vítimas entre os reféns foi devido, em grande parte, à demora em prestar assistência médica.

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