Rússia veta plano do Ocidente e barra ONU na Geórgia

Por Louis Charbonneau NAÇÕES UNIDAS (Reuters) - A Rússia, em atrito com as potências ocidentais a respeito da questão georgiana, vetou nesta segunda-feira um plano para ampliar o mandato de uma missão da Organização das Nações Unidas (ONU) na ex-república soviética, em um golpe fatal para a força de 130 observadores.

Reuters |

O conselho votou um rascunho de resolução bancada pelos Estados Unidos e por países europeus. O texto previa aumentar em duas semanas a missão da ONU na Abkházia, zona separatista que declarou independência no ano passado após uma breve guerra da Rússia com a Geórgia.

"Não há motivo para estender a missão porque ela está baseada em velhas realidades", disse o embaixador da Rússia na ONU, Vitaly Churkin, ao explicar para o conselho seu voto contra o plano.

Houve 10 votos a favor e quatro abstenções, entre as quais a China. Nenhum país acompanhou a Rússia no veto.

A missão da ONU na Geórgia foi montada em 1993, depois que a Abkházia deixou de lado a ordem de Tbilisi sobre um cessar-fogo entre forças georgianas e abkhazes. Como o mandato não foi ampliado, a missão termina à meia-noite de terça-feira (horário de Nova York, 1h da manhã no horário de Brasília).

A ideia de ampliar a missão em duas semanas era dar tempo à Rússia e aos membros ocidentais do conselho de 15 países para que eles tentassem definir um plano de longo prazo para a missão da ONU.

Mais cedo, Churkin disse a repórteres que a Rússia rejeitou a proposta de resolução porque ela se referia à resolução 1808, de abril de 2008, que reafirma a "integridade territorial" da Geórgia. Ele descreveu a referência como uma um "veneno político".

Qualquer menção à resolução 1808 seria inaceitável, disse Churkin, porque ela foi adotada quatro meses antes do que ele descreveu como "agressão da Geórgia" contra a Ossétia do Sul, província separatista da Geórgia que esteve no centro da guerra de agosto de 2008 entre Rússia e Geórgia.

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