Rússia veta ampliação de mandato de missão da ONU na Geórgia

Nações Unidas, 15 jun (EFE).- A Rússia vetou hoje a adoção de um projeto de resolução que ampliava durante duas semanas o mandato da missão de observadores da ONU na Geórgia (Unomig), desdobrada na região separatista da Abkházia.

EFE |

O Conselho de Segurança (CS) da ONU, presidido pelo embaixador da Turquia, Baki Ilkin, rejeitou a proposta respaldada pelas potências ocidentais e que tinha dez países a favor, o voto contra da Rússia e a abstenção de China, Vietnã, Líbia e Uganda.

O veto da Rússia a esta resolução representa, na prática, o fim da Unomig, cujo mandato expira à meia-noite de hoje nas Nações Unidas e cujo conteúdo levou duas semanas de intensas negociações que não viram resultado.

O embaixador da Rússia, Vitaly Churkin, explicou o voto negativo ao projeto de resolução apresentado por Áustria, Croácia, França, Alemanha, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos afirmando que não fazia sentido ampliar "uma missão baseada em antigas realidades".

A ONU tinha estabelecido o mandato dessa missão de observação em agosto de 1993 para vigiar o cumprimento do acordo de cessar-fogo alcançado então entre as autoridades georgianas e abkházias.

A maioria dos países lamentou que o projeto de resolução não tenha sido aprovado devido ao veto russo, sobre o qual disseram que prejudica principalmente a população civil.

"A Rússia utilizou termos provocativos e não aceitáveis", afirmou o embaixador da França, Jean Maurice Ripert, que também disse que Moscou, nas duas semanas de intensas negociações, "também não quis falar do conflito nem do processo político".

O embaixador da Geórgia, Alexander Lomaia, disse que seu Governo "lamentava profundamente a posição não construtiva da Rússia".

"É importante ter em mente que esta rejeição da Rússia não é algo isolado, mas parte de um comportamento relacionado com a invasão russa" do território georgiano no ano passado, acrescentou o diplomata.

Por sua parte, o embaixador-adjunto do Reino Unido, Philip Parham, ressaltou que o país "acredita que a presença da ONU na Geórgia é um instrumento vital para acalmar as tensões e manter a segurança nesse país e na região do sul do Cáucaso".

Ele ressaltou que o "Reino Unido, como o resto da comunidade internacional, com a exceção da Rússia, que é parte deste conflito, segue reconhecendo a soberania e a integridade territorial da Geórgia dentro de suas fronteiras internacionalmente reconhecidas".

EFE emm/db

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG