Rússia usou bombas de fragmentação na Geórgia, diz organização

GENEBRA- Bombas de fragmentação russas mataram ao menos 12 civis georgianos e feriram ou mutilaram ao menos 38 durante a guerra entre as duas ex-repúblicas soviéticas em agosto passado, informou na terça-feira a organização Human Rights Watch (HRW), com sede nos Estados Unidos.

Reuters |

O grupo, que conta com investigadores na Geórgia desde o conflito de uma semana de duração, disse em um relatório que a Geórgia também usou o armamento de forma ilegal. Muitos países querem proibir esse tipo de bomba.

"A Rússia definitivamente violou a lei humanitária internacional com o uso de munições de fragmentação", disse Bonnie Docherty, pesquisadora da Human Rights Watch e autora do relatório "Uma Prática Mortal", em entrevista coletiva no lançamento do estudo, que tem 80 páginas.

O relatório informa que as forças russas bombardearam a cidade georgiana de Variani em dois dias durante o conflito, e também atingiram a praça principal da cidade de Gori em 12 de agosto, enquanto civis se reuniam no local.

A Rússia negou repetidas vezes ter empregado a arma, que lança centenas de pequenas sub-bombas com o impacto. Muitas não explodem imediatamente, permanecendo como ameaça a civis, em especial crianças, por muito tempo.

O relatório afirma que especialistas da HRW e outros pesquisadores, incluindo uma equipe do Ministério das Relações Exteriores holandês, apresentaram evidências mostrando que as armas de fragmentação russas mataram ao menos 12 pessoas e feriram ao menos 38.

A Geórgia, que admite ter usado uma versão de fabricação israelense da arma, diz que lançou as bombas de fragmentação apenas contra soldados russos ou aliados, mas a HRW afirma que elas mataram quatro civis e feriram oito na Ossétia do Sul.


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