Rússia usou bombas de fragmentação na Geórgia, denuncia a Human Rights

A Rússia recorreu a bombas de fragmentação em zonas habitadas da Geórgia, matando pelo menos 11 pessoas, denunciou nesta sexta-feira a Organização Não-Governamental americana Human Rights Watch (HRW) em um comunicado.

AFP |

A ONG indica que chegou a esta conclusão depois de ter conversado com diversas vítimas, médicos e militares na Geórgia, e examinado fotos dos impactos deixado pelas bombas e vídeos feitos durante os ataques.

O ministério russo da Defesa não quis comentar a informação.

Bombas do tipo RBK-250 foram lançadas em 12 de agosto sobre a cidade de Ruisi, na região de Gori, perto da república separatista georgiana da Ossétia do Sul, matando três pessoas, segundo a HRW.

Nesse mesmo dia a cidade de Gori também foi atingida com este tipo de bomba e pelo menos oito civis morreram, entre eles o jornalista holandês Stan Storimans.

A ONG observa que a Rússia não participou na conferência de Oslo de fevereiro de 2007 para proibir as armas de fragmentação, cuja ata foi firmada por quase cem países.

Bombas de fragmentação

Essas armas pertencem a uma família muito controvertida devido às conseqüências que podem ter sobre a população civil, uma vez que podem ser utilizadas também como minas antipessoais.

Estas bombas foram projetadas para que, ao detonar sobre a terra, fragmentem-se em pequenas bombas que se dispersam numa ampla zona onde permanecem ativadas de forma permanente.

Esses projéteis, que explodem ao entrar em contacto com qualquer alvo, funcionam na prática como minas que são ativadas com o pisar de uma pessoa.

Os especialistas afirmam que em 10% dos casos, as bombas de fragmentação não detonam ao tocar a superfície, o que as torna elementos particularmente perigosas para a população civil durante e depois da guerra.

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