Por Dmitry Solovyov MOSCOU (Reuters) - Moscou passou na terça-feira a Washington um forte sinal de que não tem pressa em instalar mísseis junto à fronteira com a Polônia caso sua ex-aliada da Guerra Fria desista de abrigar parte de um escudo antimísseis norte-americano.

Os EUA dizem que os dez interceptadores a serem instalados na Polônia, junto com um radar na República Tcheca, protegerão os Estados Unidos e seus aliados europeus de ataques de países como o Irã.

A Rússia, porém, vê esse projeto como uma ameaça à sua segurança nacional.

Na semana passada, o presidente Dmitry Medvedev anunciou a mobilização de mísseis táticos Iskander no encrave de Kaliningrado, fronteira com a Polônia.

Em entrevista coletiva na terça-feira, porém, o ministro russo da Defesa, Sergei Lavrov, disse que os mísseis só serão mobilizados "caso a terceira região de posicionamento assuma uma forma física real".

"Declaramos pelas palavras do nosso presidente: se a terceira região de posicionamento...for criada fisicamente, uma das medidas físicas para neutralizar as ameaças que inevitavelmente emergirão à segurança russa será a instalação de sistemas Iskander na região de Kaliningrado."

A União Européia manifestou "forte preocupação" com a instalação dos sistemas Iskander perto da Polônia.

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