A Rússia anunciou que está disposta a vender novas armas à Síria, despertando temores em Israel. O ministro russo do Exterior, Sergei Lavrov, disse que qualquer venda de armas em caráter defensivo não vai mudar o equilíbrio estratégico no Oriente Médio.

Mas a ministra israelense do Exterior, Tzipi Livni, afirmou que esta transação pode desestabilizar a região.

Os comentários foram feitos num momento em que o presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, e o presidente da Síria, Bashar al-Assad, se reúnem no balneário russo de Sochi, no Mar Negro.

Mísseis
Há notícia de que os dois países estão preparando negócios envolvendo sistemas de mísseis anti-aéreos e anti-tanque, e mísseis terra-terra Iskander.

Em entrevista coletiva em Jerusalém, Livni, afirmou que "a Rússia tem seus próprios interesses na região e ninguém quer desestabilizar a região".

"E eu acredito, de acordo com esta avaliação, que é do interesse mútuo de Rússia, Israel e líderes pragmáticos de Estados na região não enviar este tipo de míssel de longo alcance para a Síria."
A ministra israelense afirmou ainda que a Síria tem ligações com Irã, o grupo militante libanês Hezbollah e os militantes palestinos do Hamas.

Cooperação
Antes das conversações em Sochi, contudo, o presidente da Síria havia falado da necessidade de se acelerar a cooperação técnica e militar com a Rússia.

A Síria era um aliado próximo da União Soviética durante a Guerra Fria.

E os laços entre Moscou e Damasco se estreitaram recentemente. Esta é a terceira visita de Assad à Rússia em três anos.

Nesta quinta-feira, o líder sírio disse que a campanha militar russa na Geórgia é uma resposta justificada ao que chamou de provocação de Tbilisi.

A Rússia vem sendo muito criticada pelo Ocidente por suas operações militares na Geórgia, lançadas em meados deste mês.

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