Frio deixa 64 mortos na Rússia em janeiro

Baixas temperaturas e fortes nevascas causam vítimas e transtornos em vários países da Europa

iG São Paulo |

O frio causou pelo menos 64 mortes na Rússia em janeiro, informou nesta sexta-feira o vice-ministro da Saúde, Maxim Topilin. Além disso, 779 foram hospitalizados com diferentes graus de hipotermia e 1.371 procuraram atendimento médico para tratamento de doenças relacionadas ao frio.

AP
Cidadão desobstrui caminho coberto por neve (02/02)

Moscou amanheceu nesta sexta-feira com temperatura de 26 graus negativos, a mais baixa registrada durante o dia em todo o inverno. Os meteorologistas preveem uma ligeira diminuição do frio a partir deste sábado. "Mesmo as noites não serão tão frias", apontou o órgão meteorológico de Moscou.

Este foi o primeiro balanço russo que contabilizou mortes fora da capital desde que a onda de frio atingiu a Europa. Vários países registraram vítimas e fecharam escolas e creches por causa do inverno rigoroso.

A situação mais grave é a da Ucrânia, onde o frio deixou 101 mortos. Deste total, 64 morreram nas ruas, 26 em suas casas e 11 em hospitais, afirmaram autoridades nesta sexta-feira. Apenas nas últimas 24 horas, 38 morreram hipotermia. Autoridades criaram cerca de três mil abrigos com calefação para que os cidadãos possam fugir do frio.

As regiões mais afetadas pela onda polar são a parte ocidental da Ucrânia, junto à fronteira com a Polônia, onde a temperatura mínima durante a madrugada foi de 29 graus negativos. Na capital ucraniana, no centro do país, a menor temperatura foi de 28 graus abaixo de zero.

Diante da gravidade da situação, o Ministério da Saúde proibiu os hospitais de dar alta aos pacientes 'sem-teto' enquanto as condições climáticas permanecerem desta forma.

Segundo as previsões, a onda de frio se manterá até sábado, quando as temperaturas subirão a até 10 graus negativos, o que é mais comum para esta época do ano.

Com EFE

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