Rússia reforça cooperação militar com países da Ásia Central

A Rússia reforçou nesta quarta-feira a cooperação militar com as ex-repúblicas soviéticas da Ásia Central, dizendo-se, ao mesmo tempo, pronta para uma cooperação total, como parte de uma coalizão, com os Estados Unidos, para lutar contra o terrorismo na região.

AFP |

As medidas foram anunciadas durante a cúpula, em Moscou, de chefes de Estado de seis países pertencentes à extinta URSS desaparecida no final de 1991; e no mesmo dia em que um deles, o Quirguistão, decidiu fechar uma base aérea americana em seu território, como a Rússia desejava há longo tempo.

Os presidentes dos sete Estados membros da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (ODKB) chegaram a um acordo sobre a criação de "forças armadas conjuntas de reação" que ficariam baseadas em território russo, para responder a eventuais ameaças externas.

"Estamos de acordo sobre a necessidade de formar forças unificadas", declarou o chefe de Estado russo Dmitri Medvedev, estimando que essas unidades permitiriam "reação operacional às ameaças".

O acordo foi assinado por Rússia, Armênia, Belarus, Cazaquistão, Uzbequistão, Tajiquistão e Quirguistão.

Além disso, a Rússia e quatro outros países da extinta URSS (Belarus, Cazaquistão, Quirguistão e Tajiquistão) decidiram criar um fundo comum de 10 bilhões de dólares para lutar contra as consequências da crise econômica, anunciou o presidente bielo-russo, Alexandre Loukachenko.

A Rússia contribuirá com 7,5 bilhões de dólares, o Cazaquistão, com um bilhão.

Paralelamente, "a Rússia (...) e os Estados da Ásia Central se disseram prontos para uma cooperação total e universal com os Estados Unidos e os outros Estados da coalizão na luta contra o terrorismo na região", afirmou Medvedev no Kremlin.

Isso, apesar de o governo quirguiz ter aprovado um projeto de lei "para denunciar o acordo com os Estados Unidos sobre a presença da base americana no Quirguistão", que serve de plataforma de apoio logístico às tropas da coalizão internacional comprometida no Afeganistão.

Segundo o porta-voz do governo, Marat Kydyraliev, o Parlamento deve examinar o texto nesta quinta-feira; segundo os deputados, na sexta. A Assembléia estando controlada por partidários do presidente quirguiz Kourmanbek Bakiev, sua aprovação é praticamente certa.

Pelos termos do acordo, a base, criada em 2001, será fechada seis meses após a denúncia do documento por uma das partes.

A decisão havia sido anunciada na terça-feira em Moscou por Bakiev, ao lado de Dmitri Medvedev, alguns minutos após a concessão ao Quirgistão de um crédito russo de dois bilhões de dólares (1,55 bilhão de euros).

A embaixada dos Estados Unidos em Bichkek declarou nesta quarta-feira não ter recebido nenhuma notificação sobre o fechamento próximo das instalações.

bur-ml-sd

    Leia tudo sobre: iG

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG