Rússia reduzirá envio de gás à Europa via Ucrânia

Por Conor Humphries e Pavel Polityuk MOSCOU/KIEV (Reuters) - A Rússia vai reduzir o envio de gás à Europa via Ucrânia a partir desta segunda-feira na mesma quantidade que afirma que Kiev estaria roubando.

Reuters |

O primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, ordenou que a empresa que monopoliza o gás no país, a Gazprom, reduza a oferta à fronteira ucraniana, ampliando a disputa entre os dois países.

A Europa conta com os gasodutos que passam pela Ucrânia para receber um quinto de seu gás.

"Sim, corte hoje", disse Putin ao presidente-executivo da Gazprom, Alexei Miller, na residência do premiê perto de Moscou.

A Rússia, em uma disputa com Kiev sobre dívidas e preços, cortou a oferta de gás para a Ucrânia no dia de ano-novo. A disputa já cortou o envio de gás para a Grécia em um terço e prejudicou a oferta para outros consumidores do leste europeu.

A União Européia marcou para terça-feira uma reunião com a Gazprom para pressionar por uma solução rápida ao impasse. A reunião acontecerá em uma capital européia ainda a ser confirmada.

Os problemas no fornecimento de gás atingiram até agora Turquia, Polônia, Romênia, Bulgária e Hungria. A República Tcheca, que detém a Presidência rotativa da UE, relatou uma queda de 9,5 por cento no fluxo de gás.

Empresas energéticas européias têm gás suficiente em estoques para manter a oferta por vários dias, mas analistas dizem que elas podem ter problemas se a disputa se arrastar por muito mais tempo.

Miller disse a Putin que tinha proposto reduzir em 65,3 milhões de metros cúbicos o gás entregue à Europa via Ucrânia, a quantidade que o país acusa Kiev de roubar.

A quantia representa cerca de um sexto do volume que a Rússia envia via Ucrânia a clientes europeus.

Para compensar pela redução, ele disse que a Gazprom enviaria um volume adicional através de rotas alternativas, incluindo Belarus, um gasoduto no Mar Negro e reservas subterrâneas na Europa.

Além disso, a produtora norueguesa de petróleo e gás StatoilHydro -- segunda maior fornecedora da Europa depois da Gazprom -- prometeu vender mais gás natural para a UE.

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