Rússia reabre gasodutos, mas fluxo é pequeno

Por Gennady Novik SUDZHA, Rússia (Reuters) - A Rússia começou a liberar na terça-feira o gás que é enviado à Europa através da Ucrânia, após quase uma semana de interrupção, mas a União Europeia disse que o fluxo por enquanto é praticamente nulo para países que enfrentam uma necessidade urgente de energia.

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A Gazprom, estatal russa do setor, acusou a Ucrânia de desviar o gás para o seu próprio uso. Kiev disse que as dificuldades no fluxo se devem a falhas de coordenação.

A Europa depende da Rússia para um quarto do gás que usa, e a maior parte desse volume é enviada através da Ucrânia.

Em pleno inverno, a Rússia e a Ucrânia estão num impasse com relação ao preço do gás vendido pelos russos. As relações entre os dois países são ruins desde a eleição de um governo ucraniano pró-ocidental, em 2004, e a Gazprom acusa Kiev de agir na questão do gás sob ordens dos EUA.

"Acreditávamos ontem que a porta para o gás russo estava aberta, mas novamente foi bloqueada pelos ucranianos", disse o executivo Alexander Medvedev, segundo na hierarquia da Gazprom.

"Parece que eles estão dançando conforme a música que está sendo orquestrada não em Kiev, mas em um país estrangeiro", afirmou.

A estatal ucraniana Naftogaz disse que não houve coordenação suficiente a respeito das rotas e volumes do gás.

"Isso viola seriamente a prática estabelecida do funcionamento confiável do sistema de trânsito do gás", disse a empresa em nota.

Moscou continua recusando-se a fornecer gás para a Ucrânia devido ao impasse no contrato. O abastecimento está suspenso desde o dia 1o, e desde o dia 7 o envio de gás para a Europa foi cortado também, devido às acusações de Moscou de que Kiev estaria desviando o produto para o consumo próprio. A Ucrânia acusou o país vizinho de fazer chantagem energética.

Um repórter da Reuters na estação de bombeamento de Sudzha, perto da fronteira da Rússia com a Ucrânia, disse que as válvulas foram abertas pouco depois das 10h (5h em Brasília).

"O gás agora está fluindo pela primeira linha", disse um técnico dessa instalação operada pela Gazprom.

Mas a União Europeia afirmou que "pouco ou nenhum gás" está chegando ao bloco. Autoridades européias pediram que Ucrânia e Rússia se empenhem para normalizar a situação.

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