Rússia quer assinatura de acordo de não-agressão entre Geórgia e separatistas

Moscou, 14 ago (EFE).- O presidente russo, Dmitri Medvedev, defendeu hoje a assinatura de um acordo de não-agressão juridicamente vinculativo entre a Geórgia e as regiões separatistas da Ossétia do Sul e da Abkházia.

EFE |

"É necessário preparar um pacto vinculativo de não agressão que deve ser assinado pelas partes em conflito e apoiado pela Rússia, pela União Européia (UE) e pela OSCE", declarou Medvedev, citado pelas agências russas.

Medvedev recebeu hoje no Kremlin os líderes separatistas Eduard Kokoiti (Ossétia do Sul) e Serguei Bagapsh (Abkházia), que apoiaram o plano de acerto do conflito apresentado pelo presidente francês, Nicolas Sarkozy, em nome da UE.

Este plano prevê, entre outras coisas, o retorno das tropas russas e georgianas para suas posições iniciais.

O líder russo afirmou que Moscou "apoiará qualquer decisão tomadas pelos povos da Ossétia do Sul e da Abkházia em consonância com a carta de fundação da ONU, a Convenção Internacional de 1966 e o Ato de Helsinque sobre a segurança na Europa".

Medvedev fez alusão ao futuro status da Ossétia do Sul, que deseja se unir à república russa da Ossétia do Norte, e da Abkházia, que reivindica a independência e não descarta se integrar mais à frente à Rússia.

"Não vamos apenas apoiar, mas vamos garantir tanto no Cáucaso como no resto do mundo", declarou.

Posteriormente, em uma reunião com altos representantes do Exército russo, Medvedev afirmou que a operação militar para "impor a paz" lançada pela Rússia na Geórgia tinha sido "eficaz".

"A Rússia, pode ser que pela primeira vez nos últimos anos, saiu em defesa dos interesses de seus cidadãos vítimas de uma agressão exterior", declarou.

Também afirmou que as tropas de paz russas permanecerão em "alerta permanente" na Ossétia do Sul, já que isto representa um "fator dissuasório" para a Geórgia.

O dirigente russo insistiu em qualificar como "genocídio" as ações militares georgianas na Ossétia do Sul. EFE io/fal

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