Rússia promete proteger suas forças no caso de novos ataques

SOCHI, Rússia (Reuters) - O presidente da Rússia, Dmitry Medvedev, disse na sexta-feira que seu país responderia da mesma forma como agiu neste mês, na Geórgia, se seus cidadãos ou forças forem atacados novamente. Medvedev, em declarações dadas depois de uma conversa com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, afirmou ainda que o acordo para estacionar elementos de um escudo norte-americano de defesa antimíssil na Polônia voltava-se diretamente contra a Rússia.

Reuters |

O dirigente, na entrevista coletiva realizada ao lado de Merkel, disse que ninguém deveria ter dúvidas sobre a resposta russa no caso de seus cidadãos serem atacados.

'Se alguém continua a atacar nossos cidadãos, nossas forças de paz, vamos, certamente, responder da mesma forma que já respondemos. Ninguém deveria ter dúvidas a esse respeito', afirmou.

Merkel considerou exageradas as ações da Rússia contra a Geórgia, lançadas depois de forças georgianas terem investido contra a Ossétia do Sul.

'Algumas das ações russas não foram adequadas', disse. 'Os soldados russos deveriam retirar-se das áreas centrais da Geórgia.'

Segundo a chanceler, a solução do conflito passava por respeitar a integridade do território georgiano.

Medvedev disse haver poucas chances de, um dia, as duas regiões separatistas da Geórgia, a Ossétia do Sul e a Abkházia, desejarem fazer parte do Estado georgiano.

'Infelizmente, depois do que aconteceu, é muito improvável que os ossetianos e os abkhazianos sejam capazes de viver dentro do mesmo Estado dos georgianos', afirmou.

As forças de paz russas, acrescentou o presidente, garantirão o respeito à 'vontade da população' daquelas duas regiões.

Segundo Medvedev, o pacto selado pelos EUA com a Polônia para a instalação do escudo antimíssil ignorava tudo o que a Rússia havia dito a respeito da colocação de novos sistemas do tipo no Leste Europeu.

'Essa decisão comprova claramente tudo o que dissemos há pouco tempo', afirmou. 'A instalação de forças antimíssil tem como alvo a Federação Russa.'

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