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Rússia promete esmagar futuros agressores

Por Oleg Shchedrov e James Kilner KURSK/GORI (Reuters) - O presidente russo, Dmitry Medvedev, prometeu na segunda-feira uma reação esmagadora contra eventuais ataques a seus cidadãos, enquanto a Geórgia espera sinais concretos da prometida desocupação russa.

Reuters |

Logo depois do pronunciamento de Medvedev, militares russos anunciaram o início da retirada, o que a Geórgia disse não estar ocorrendo.

'Se alguém acha que pode matar nossos cidadãos e escapar impune, nunca permitiremos isso', disse Medvedev a veteranos da Segunda Guerra Mundial na cidade de Kursk. 'Se alguém tentar isso de novo, vamos aparecer com uma reação esmagadora. Temos todos os recursos necessários --políticos, econômicos e militares. Se alguém tinha alguma ilusão a respeito, tem de abandoná-las.'

A Rússia invadiu a Geórgia no começo do mês, depois que Tbilisi enviou tropas para tentar recuperar o controle da sua região separatista da Ossétia do Sul, que desde a década de 1990 goza de autonomia sob proteção de Moscou.

Em Moscou, o Estado-Maior russo anunciou em sua entrevista diária à imprensa que a desocupação havia começado, segundo o plano mediado pela comunidade internacional. Tbilisi negou.

'Os russos não estão se retirando, estão nos mesmos lugares. Estão em Senaki, Khashuri, Zugdidi e Gori', disse à Reuters Shota Utiashvili, funcionário do Ministério do Interior, por volta de 7h30 (hora de Brasília).

Soldados e blindados russos montaram barreiras em uma importante rodovia georgiana. Em postos de controle de Gori (centro da Geórgia), um repórter viu blindados entregando caixas, aparentemente de ração para os militares. Questionado sobre a duração de sua permanência, um soldado de Volgogrado respondeu: 'Não sabemos. Nossas ordens são para ficar aqui.'

Essa é a maior mobilização russa no exterior desde o fim da União Soviética, em 1991. A União Européia e os Estados Unidos pressionam Moscou a desocupar rapidamente a Geórgia, cujo governo é fortemente aliado ao Ocidente.

O Ocidente quer o envio imediato de monitores internacionais para fiscalizar a trégua, mas ainda não há acordo nesse sentido.

A ONU disse que um primeiro comboio de ajuda conseguiu entrar no domingo em Gori, onde a entidade disse haver 'claros sinais de saques generalizados', embora os prédios não estejam muito danificados.

A TV georgiana mostrou tropas russas deixando a cidade de Senaki (oeste), mas não está claro se isso é parte da desocupação como um todo.

(Reportagem adicional de Guy Faulconbridge em Moscou, Margarita Antidze em Tbilisi)

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