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Rússia pede bom senso à UE e diz que aceitaria missão na Geórgia

Bruxelas, 1 set (EFE).- O embaixador russo na União Européia (UE), Vladimir Chizhov, pediu bom senso aos líderes europeus que analisam hoje o conflito da Geórgia e adiantou que Moscou estaria disposta a aceitar uma missão policial internacional nas áreas de segurança estabelecidas junto à Ossétia do Sul e à Abkházia.

EFE |

Em um debate anterior à cúpula de chefes de Estado e de Governo realizada hoje em Bruxelas, Chizhov afirmou, no entanto, que o Kremlin "não acha necessário" o envio de um contingente militar à região.

Em todo caso, o embaixador pediu aos membros do bloco europeu que tomem suas decisões hoje com calma e pensando "na relação estratégica com a Rússia".

Chizhov reiterou ainda que a situação no Cáucaso é em parte conseqüência da atuação da comunidade internacional, e principalmente da UE, no caso do Kosovo.

Neste sentido, lembrou que Moscou alertou que o reconhecimento da independência da província sérvia abriria "um precedente" para outras regiões.

O diplomata considerou surpreendente a "preocupação do Ocidente com a integridade territorial da Geórgia" depois que a Rússia decidiu reconhecer as regiões da Abkházia e Ossétia do Sul. "Onde estavam essas vozes no caso do Kosovo?", questionou.

Já o ministro para a Reintegração da Geórgia, Temur Yakobashvili, que também participa do debate, denunciou que o gesto de Moscou em relação às regiões separatistas de seu país é uma tentativa de "legalizar uma limpeza étnica" na região.

Yakobashvili disse confiar que hoje a UE mostrará à Rússia que a "violação das leis internacionais terá conseqüências".

Além disso, Tbilisi espera que o bloco europeu aprove novas ajudas econômicas para a estabilização da Geórgia, e ofereça uma mensagem de apoio político à aproximação do país da UE.

O chanceler polonês, Radoslaw Sikorski, um dos promotores da cúpula extraordinária de hoje, afirmou que a Rússia "está com um comportamento estranho, um pouco revanchista e isolacionista".

Em parte, atribuiu a situação à "bicefalia" existente no país, com o presidente Dmitri Medvedev e o primeiro-ministro Vladimir Putin, e a a tentativa de "demonstrar quem é mais duro e quem tem mais êxito".

"Está linha pode conduzir a Rússia por um caminho difícil e arriscado", acredita Sikorski, que afirmou que seria "um fracasso" se a UE não desse hoje uma resposta unitária a Moscou.

O ministro polonês considerou ainda que a intervenção da Rússia na Geórgia terá desdobramentos "além do Cáucaso", em áreas como a política energética, as relações do Ocidente com o país e o futuro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

Apesar de suas críticas à atuação russa no conflito, Sikorski afirmou que as autoridades georgianas "se deixaram provocar" pela Rússia.

Neste sentido, o vice-secretário de Estado americano para assuntos europeus e eurasiáticos, Matthew Bryza, assinalou que o ataque inicial da Geórgia contra a capital da Ossétia do Sul, Tskhinvali, foi um "erro".

"É possível dizer que a Geórgia caiu em uma armadilha atacando Tskhinvali, mas todos os países têm um limite", afirmou, em referência às supostas provocações russas antes da eclosão das hostilidades. EFE mvs/ev/rr

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