Moscou, 1 jun (EFE).- O embaixador russo perante a ONU, Vitali Churkin, defendeu hoje que o Conselho de Segurança adote medidas restritivas, mas reversíveis, contra Coreia do Norte.

"As medidas devem ser dirigidas, proporcionadas à ameaça da proliferação nuclear e reversíveis", dissse Churkin em entrevista ao diário "Rossiyskaya Gazeta" que será publicada amanhã, mas que teve trechos divulgados hoje pela agência de notícias "Interfax".

Churkin reconheceu que "algumas medidas restritivas" contra o regime comunista norte-coreano "não podem ser evitadas" pela comunidade internacional.

"Diante do inaceitável caráter da opção nuclear norte-coreana a decisão do Conselho de Segurança deve ser forte, mas não deve dirigir o pleno isolamento internacional da Coreia do Norte", indicou.

Segundo ele, o isolamento "não permitiria o reforço a longo prazo da estabilidade na península coreana e na região em geral".

"A resolução deve ser encaminhada ao pronto reatamento do processo negociador de seis lados para o problema nuclear coreano", disse.

O Japão, um dos seis países que participam das negociações nucleares desde 2003, pediu ao Conselho de Segurança que imponha sanções a Pyongyang.

O processo negociador de seis lados (China, EUA, Coreias, Rússia e Japão) está paralisado desde dezembro passado por causa das divergências sobre como verificar o estoque atômico do regime comunista.

A Rússia adiou na semana passada de maneira indefinida a reunião russo-norte-coreana que deveria acontecer em Pyongyang. EFE io/rr

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